Rafael Fonteles defende equilíbrio fiscal sem cortes a programas sociais
Governador do Piauí diz que medidas anunciadas por Lula são compatíveis com o orçamento e rejeita deixar o cargo estadual
Por Redação Os Três Poderes ·

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, disse que o governo federal deve buscar equilíbrio fiscal cortando privilégios e desperdícios, sem reduzir programas sociais, e afirmou estar comprometido a permanecer no cargo estadual para iniciar o novo mandato.
Em entrevista concedida a um veículo nacional, Fonteles afirmou que as medidas econômicas anunciadas durante a campanha presidencial são compatíveis com o orçamento e que poderão ser executadas ao longo dos próximos quatro anos dentro do arcabouço fiscal.
Questionado sobre especulações a respeito de sua participação na equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador disse que não teve conversas com o presidente sobre cargos e negou ter recebido convites. Segundo Fonteles, sua aproximação com o presidente decorreu da atuação na coordenação da campanha no segundo turno.
Sobre a estratégia fiscal, o governador preferiu usar a expressão "equilíbrio fiscal" em vez de "ajuste fiscal" e apontou alternativas como a redução de privilégios e de desperdício na administração pública. Ele afirmou que essas medidas não envolverão "qualquer prejuízo social, qualquer corte em programas sociais" já constituídos pelo governo federal.
Fonteles também declarou que as propostas apresentadas na campanha, entre elas programas sociais e medidas para microempreendedores, foram discutidas com a equipe econômica e planejadas dentro das possibilidades orçamentárias, o que, em sua avaliação, torna sua execução viável ao longo do mandato.
O governador destacou, ainda, que pretende cumprir o novo mandato no Piauí e trabalhar para melhorar os resultados de sua primeira gestão. Reeleito com ampla votação no estado, ele disse estar preparado para tomar posse e focado em governar em vez de aceitar uma eventual convocação para o governo federal.
Contexto
A fala do governador ocorre em meio a avaliações sobre a sustentabilidade da trajetória da dívida pública e a necessidade de criar espaço fiscal para redução de juros e estímulo ao crescimento econômico. Discussões sobre ajuste ou equilíbrio fiscal costumam envolver opções como cortes de despesas, revisão de privilégios e medidas para aumentar receitas, sempre com impacto político e social que precisa ser avaliado pelo Executivo e pelo Congresso.
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