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Vídeos nas redes incentivam boicote por posição política na Grande Natal

Registros mostram comerciante e dona de restaurante defendendo cortes a serviços e clientes por opção de voto; uma autora publicou pedido de desculpas

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto: Zona Norte de Natal
Zona Norte de Natal

Vídeos que circulam nas redes sociais na Grande Natal mostram um homem apresentado como comerciante na Zona Norte de Natal e uma dona de restaurante em Extremoz incentivando boicotes a prestadores de serviço e a clientes por causa da opção de voto, segundo os próprios registros. Após a repercussão, a comerciante gravou pedido de desculpas.

O que dizem os vídeos

Na primeira gravação, o homem afirma que deixará de contratar serviços, como aulas de reforço e cuidados pessoais, por considerar que as profissionais seriam eleitoras de um partido. Ele também sugere que um empregado que declarou voto em candidato rival peça demissão. Em outro registro, a empresária orienta: "deixe de seguir, deixe de ser cliente, deixe de comprar", e diz ter "ódio" do partido; depois, publicou retratação e atribuiu a fala a um momento de raiva, conforme o próprio vídeo.

Contexto

No Brasil, o voto é secreto desde 1932, medida criada para separar a escolha eleitoral das relações de trabalho e de consumo. As publicações associam as falas a uma prática de usar a posição política como critério para decisões comerciais. No Rio Grande do Norte, o PT obteve maioria dos votos nas eleições mais recentes, o que amplia o potencial alcance desse tipo de boicote entre prestadores e clientela.

O que não está confirmado

Até o momento, não há indicação nas próprias postagens de medidas administrativas ou ações judiciais sobre os casos, nem dados que comprovem impactos econômicos diretos nos estabelecimentos citados. As informações se baseiam nos vídeos que circulam nas redes e ainda não foram confirmadas por fontes oficiais.

Repercussão

Comentários nas redes sociais reproduzidos nos mesmos perfis mostram reações divididas: há quem apoie as orientações e quem critique a mistura entre consumo e posição política. Não há, nas publicações, manifestação formal das pessoas citadas além dos próprios vídeos.

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