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RN: 21% dos veículos a GNV circulam com inspeção anual fora do prazo

Levantamento da Potiguar Inspeções junto ao Detran estima 11,6 mil carros irregulares; Inmetro explica prazos de reteste dos cilindros

Por Redação Os Três Poderes ·

Cilindro amarelo de GNV fixado por duas cintas no porta-malas aberto de um carro, acima do pneu de estepe
Cilindro amarelo de GNV fixado por duas cintas no porta-malas aberto de um carro, acima do pneu de estepe

No Rio Grande do Norte, 21% dos automóveis que utilizam Gás Natural Veicular (GNV) estão com a inspeção anual de segurança vencida — algo em torno de 11,6 mil de um total estimado de 55 mil —, conforme levantamento da Potiguar Inspeções realizado junto ao Detran.

A avaliação periódica analisa as condições gerais do veículo e do conjunto de GNV. Em caso de aprovação, o proprietário recebe o Certificado de Segurança Veicular (CSV) e o selo de conformidade, documentos com validade de um ano. O estudo não informa quantos cilindros já superaram o prazo do reteste, a requalificação obrigatória a cada cinco anos.

“Tem muito veículo ainda rodando no GNV que, devido à falta de fiscalização, está circulando de forma irregular. Algumas pessoas não sabem do risco que correm, outras sabem. E esse risco não é apenas para o motorista, mas também para terceiros”, afirmou o técnico de inspeção Domingos Júnior, da Potiguar Inspeções.

Reteste e vida útil dos cilindros

Segundo o Inmetro, o primeiro reteste do cilindro deve ocorrer em até cinco anos contados da data de fabricação; nas requalificações seguintes, vale a marcação do último ensaio feita no próprio equipamento. A verificação pode ser antecipada quando forem constatados danos ou situações que afetem a segurança.

O órgão também destaca que a aprovação no reteste não permite extrapolar a vida útil do reservatório. Para cilindros produzidos conforme a norma ISO 11439, esse período varia entre 15 e 20 anos e deve ser conferido na marcação. Em dispositivos submetidos a outras normas, a vida útil pode não ter prazo determinado, desde que as requalificações sejam cumpridas e não haja danos.

Regularização no Detran e impacto no RN

Após a instalação do kit GNV e a aprovação na inspeção, é necessário atualizar o documento do veículo no Detran para registrar a alteração de combustível. Sem essa mudança, o CRLV pode continuar indicando gasolina ou etanol, o que dificulta a identificação do uso de gás em fiscalizações baseadas apenas na documentação. Não há dados sobre quantos veículos estão nessa condição no estado.

No Rio Grande do Norte, veículos a GNV pagam IPVA com alíquota de 1,5%, conforme a Lei Estadual nº 12.026/2024, com aplicação a partir de 2025 — metade da alíquota de 3% destinada a automóveis dessa categoria.

Os números reforçam alertas já publicados por este portal sobre retestes vencidos e inspeções fora do prazo no estado, evidenciando a importância da manutenção em dia e da fiscalização.

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