Ex-reitora da Ufersa reage a críticas após questionar saída de Flávio Bolsonaro
Ludimilla Oliveira defendeu que questões políticas brasileiras sejam resolvidas no país e reafirmou sua identificação com a direita
Por Redação Os Três Poderes ·

Uma manifestação da ex-reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Ludimilla Oliveira, publicada no Instagram em data não informada, teria provocado críticas e ataques pessoais nas redes sociais. Ela questionou a saída do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e defendeu que os problemas políticos do Brasil sejam resolvidos internamente. Não há indicação, no material disponível, de um próximo ato ou prazo relacionado ao episódio.
Identificada com a direita, Ludimilla afirmou que suas convicções políticas não impedem a discordância em relação a uma atitude específica do senador. Em uma das mensagens, escreveu que os problemas do país não deveriam ser tratados na Casa Branca e que seria necessário separar as questões pessoais de Flávio Bolsonaro dos assuntos nacionais.
As reações mencionadas no relato incluem questionamentos sobre a formação acadêmica da ex-reitora, acusações de que ela teria abandonado posições conservadoras, insinuações de apoio ao PT e comentários que classificavam o Brasil como uma “ditadura comunista”. Também houve manifestações sugerindo que Ludimilla permanecesse em silêncio. A ocorrência desses ataques não foi confirmada oficialmente.
Em resposta, Ludimilla afirmou que a discussão sobre asilo político não deveria ser confundida com a disputa eleitoral. Ela também declarou que havia votado em Flávio Bolsonaro e que a discordância não alterava sua defesa da direita brasileira.
Ludimilla foi nomeada reitora da Ufersa em agosto de 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, embora tivesse ficado em terceiro lugar na consulta à comunidade acadêmica. A escolha provocou manifestações dentro da universidade e associou sua gestão ao campo político conservador.
O relato também afirma que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil na noite de 27 de outubro, dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. Ele teria atravessado a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das filhas, seguido em avião particular com escala no Equador e chegado a Miami em 28 de outubro.
A viagem é relacionada a uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que teria determinado a entrega dos passaportes do senador e proibido sua saída do país em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio Bolsonaro teria negado as suspeitas. Essas informações não foram confirmadas oficialmente no material disponível.
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