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Deputado pede ao Estado regularização de repasses às prefeituras

Hermano Morais citou atrasos em ICMS e IPVA e defendeu medidas para preservar serviços municipais

Por Redação Os Três Poderes ·

Deputado estadual Hermano Morais fala ao microfone no plenário da Assembleia Legislativa do RN
Deputado estadual Hermano Morais fala ao microfone no plenário da Assembleia Legislativa do RN

O deputado estadual Hermano Morais (MDB) pediu, em 3 de novembro, na Assembleia Legislativa, que o Governo do Rio Grande do Norte regularize os repasses financeiros destinados às prefeituras. A cobrança envolve transferências de ICMS e IPVA, além de recursos para assistência farmacêutica básica, assistência social e educação; o parlamentar defendeu que a situação seja resolvida em curto prazo.

Segundo Hermano, a redução das receitas, o aumento das despesas e a ampliação das responsabilidades municipais têm agravado a situação fiscal, principalmente em cidades menores, mais dependentes das transferências constitucionais. Ele também defendeu providências dos governos estadual e federal para garantir o financiamento de serviços de saúde, educação e assistência social.

A manifestação ocorreu dois dias depois de a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) divulgar uma nota com recomendações aos prefeitos. O documento, publicado em 1º de novembro e assinado pelo presidente da entidade, José Augusto de Freitas Rêgo (União), prefeito de Portalegre, orienta os municípios a evitar novos compromissos sem recursos assegurados e a priorizar despesas essenciais.

A Femurn relacionou as dificuldades municipais à irregularidade de repasses estaduais e citou pendências envolvendo ICMS, IPVA, Fundeb e políticas públicas compartilhadas. A entidade também recomendou a revisão de despesas, a renegociação de contratos e o cuidado com compromissos que possam afetar a continuidade dos serviços.

Durante o pronunciamento, Hermano mencionou ainda um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgado em 27 de outubro. De acordo com o estudo, R$ 2,5 bilhões em verbas federais para as prefeituras estavam bloqueados ou contingenciados no Orçamento de 2026. O valor equivale a 6,8% dos R$ 36,8 bilhões autorizados para essas transferências.

Os bloqueios atingem dotações de diferentes ministérios, principalmente Saúde, Cidades e Educação. Conforme a informação apresentada na fonte, a indisponibilidade desses recursos não reduz diretamente o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas pode comprometer investimentos planejados pelas administrações municipais.

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