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Virada no 2º turno é rara em 4 Estados; RN e TO têm margem apertada

Série histórica (1990–2022) indica que vantagens acima de 10 p.p. dificilmente se invertem; no RN, diferença foi de 0,8 p.p.

Por Redação Os Três Poderes ·

Virada no 2º turno é rara em 4 Estados; RN e TO têm margem apertada

Levantamento com base nos resultados de eleições estaduais entre 1990 e 2022 indica que, das seis disputas para governador que seguirão ao 2º turno em 2026, quatro chegam com vantagem superior a 10 pontos percentuais no 1º turno — cenário em que viradas são incomuns. Já no Rio Grande do Norte e no Tocantins, as diferenças ficaram abaixo de 5 pontos percentuais.

Como foi o 1º turno

Segundo o levantamento, Acre, Amazonas, Distrito Federal e Espírito Santo terminaram o 1º turno com folga acima de 10 p.p. A maior distância foi no Acre: a candidata à reeleição Mailza Assis (PP) ficou 17,5 p.p. à frente de Alan Rick (Republicanos). No Rio Grande do Norte, a diferença foi a menor entre os Estados citados: 0,8 p.p. separaram Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). No Tocantins, a margem também ficou abaixo de 5 p.p.

O que diz a série histórica

Entre 1990 e 2022, houve 120 eleições estaduais decididas no 2º turno. Em 46 delas, a distância entre 1º e 2º colocados após o 1º turno superou 10 p.p., com poucas viradas. Nos cenários de 5 a 10 p.p., ocorreram 10 reviravoltas em 34 disputas. Quando a diferença foi inferior a 5 p.p., 19 de 40 pleitos terminaram com virada — 47,5% dos casos.

O histórico registra ainda exemplos emblemáticos: em 1994, em Minas Gerais, Eduardo Azeredo abriu 21,1 p.p. no 1º turno sobre Hélio Costa e venceu o 2º com 58,6% a 41,3%. Já em 1990, em São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho saiu atrás de Paulo Maluf por mais de 2 milhões de votos e virou no 2º turno, vencendo por cerca de 500 mil votos (7,3 milhões a 6,8 milhões).

Ineditismo e panorama nacional

Se o 2º colocado no 1º turno vencer em 2026 no Acre, no Espírito Santo ou no Tocantins, será a 1ª virada nesses Estados. Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro também nunca registraram viradas no 2º turno. No âmbito nacional, desde a redemocratização não houve virada no 2º turno presidencial; esta é a 8ª vez em que a disputa é decidida na 2ª etapa.

Contexto

No sistema eleitoral brasileiro, o 2º turno é realizado quando nenhum candidato obtém mais de 50% dos votos válidos no 1º turno. Entre as etapas, acordos políticos, adesões de candidaturas eliminadas e o comparecimento do eleitorado podem alterar o ritmo das campanhas, mas a série histórica oferece um parâmetro sobre a probabilidade de mudanças de posição.

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