União Brasil, MDB e PSDB reafirmam eleição; PDT critica saída de Flávio
Siglas divulgaram notas após o senador deixar o país; PL afirma não haver provas para sustentar alegação de fraude
Por Redação Os Três Poderes ·
União Brasil, MDB e PSDB divulgaram notas reafirmando a legitimidade do resultado das eleições presidenciais e a necessidade de respeito às urnas, após a saída do país do senador Flávio Bolsonaro e a publicação de carta em que ele contesta o pleito e alega fraude.
Segundo o União Brasil, presidido por Antonio Rueda, a democracia é um valor “inegociável” e o resultado das urnas deve ser respeitado, cabendo encerrar a disputa e voltar os esforços aos desafios do país. O MDB também declarou confiança no sistema eleitoral e na legitimidade do resultado.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, classificou como “incompreensível” a conduta do senador após a derrota e afirmou que a oposição deve ocorrer em território nacional, com fiscalização dos atos do Executivo e respeito às regras democráticas. Em nota, disse:
“E é o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular.”
Reação do PDT e posição do PL
O PDT, em nota assinada pelo presidente nacional Carlos Lupi, repudiou a decisão do senador de deixar o Brasil, classificando a atitude como “ilegal”, e criticou as alegações contra os sistemas eleitoral e jurídico. A legenda defendeu o respeito ao resultado das urnas, à Constituição e às instituições.
Do lado do PL, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, declarou a jornalistas que o partido não pode afirmar que houve fraude por falta de provas. “Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, disse.
Contexto e impacto para o RN
Conforme o Tribunal Superior Eleitoral, o vencedor da eleição presidencial foi Luiz Inácio Lula da Silva. As manifestações das siglas buscam reforçar a estabilidade institucional diante da contestação do resultado.
No Rio Grande do Norte, a posição de Rogério Marinho, senador pelo estado, insere o RN no centro do debate pós-eleitoral e pode influenciar articulações políticas e a atuação parlamentar nos próximos meses.
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