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Rogério Marinho diz não haver provas de fraude e chama carta de Flávio Bolsonaro de 'desabafo'

Senador e coordenador da campanha do candidato derrotado critica versões da carta e defende atuação política do aliado no exterior

Por Redação Os Três Poderes ·

Rogério Marinho, de terno escuro e gravata, fala ao microfone na tribuna do Senado com uma das mãos levantadas
Rogério Marinho, de terno escuro e gravata, fala ao microfone na tribuna do Senado com uma das mãos levantadas

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira em Brasília que não há provas que sustentem as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro, aliado e candidato derrotado. Em entrevista coletiva no Senado, Marinho classificou a carta divulgada por Flávio após deixar o país como um "desabafo" diante do resultado das urnas.

Ao ser questionado sobre as alegações contra a eleição vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marinho afirmou: "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido". Ele também comentou as alterações no texto publicado pelo deputado, observando a mudança de autodeclaração de "verdadeiro presidente eleito" para "líder do Brasil".

Sobre a diferença entre as versões do documento, Marinho disse: "Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta" e considerou definitiva a versão que ficou disponível no perfil do aliado na plataforma X. O senador afirmou ainda que, pelo número de votos e pelo papel exercido nas últimas eleições, Flávio representa hoje a maior expressão da direita no Brasil.

Posição e desdobramentos

Marinho tratou a carta como reação ao resultado do segundo turno e descreveu a situação do aliado como de alguém "exilado", após sua saída para os Estados Unidos em família. Sobre a estratégia política anunciada por Flávio — de organizar a oposição a partir do exterior — o senador disse que isso é algo que o aliado pode fazer, porque, segundo ele, no Brasil haveria impedimentos para assumir esse papel.

Questionado sobre a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Marinho afirmou que líderes estrangeiros podem opinar, mas que os problemas do Brasil devem ser resolvidos internamente: "Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil".

Contexto sobre as acusações

A contestação de Flávio Bolsonaro envolve críticas a decisões relacionadas ao horário de votação e veio sem a apresentação de provas, segundo o senador. O resultado da eleição, conforme observado por Marinho, já foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo próprio PL.

Na carta, Flávio também apontou Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado; o PL deve discutir a candidatura do parlamentar potiguar em reunião marcada para o início de novembro.

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