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Reta final: canal de Janones alcança 5 milhões no WhatsApp

Espaço voltado à mobilização de apoiadores de Lula soma 800 mil novos inscritos em 4 dias; TSE atuou durante a campanha

Por Redação Os Três Poderes ·

Lula e Janones | Reprodução/Instagram @andrejanones
Lula e Janones | Reprodução/Instagram @andrejanones

O canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, chegou a 5 milhões de seguidores neste sábado (17.out.2026), de acordo com atualização divulgada no próprio canal. O grupo é utilizado para organizar e engajar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 25 de outubro.

O crescimento se intensificou na fase final da campanha. Em 13 de outubro, o canal registrava 4,2 milhões de inscritos; na sexta-feira (16.out.2026), o número já era de 4,8 milhões. Com a nova marca, são 800 mil adesões desde o dia 13, uma elevação próxima de 19%.

Mobilização e mensagens

Segundo Janones, o canal publica textos, áudios e “missões” para orientar os participantes a compartilhar conteúdos, comentar postagens e impulsionar hashtags. A comunicação recorre a expressões de cunho militar, como “tropa” e “avante”. Em áudio enviado na sexta-feira (16.out.), o deputado afirmou:

“É momento de não almoçar, de não jantar, de não namorar, de não tomar banho, se preciso for. É hora de focar só em uma coisa: reeleger esse homem, reeleger o Lula”.

Em seu perfil no X, Janones celebrou o número alcançado e declarou: “Somos o maior exército democrático do mundo”. As convocações também passaram a aparecer em publicações de humor nas redes.

Decisões do TSE

O canal foi alvo de medidas do Tribunal Superior Eleitoral ao longo da campanha. No domingo (11.out.), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou sua suspensão após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro, que apontou a circulação de informações falsas, entre elas mensagens sobre possível redução de aposentadorias e a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso ele fosse eleito.

Na sequência, ainda no mesmo dia, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão por entender que, naquele momento, os elementos apresentados eram insuficientes. Em 13 de outubro, Nunes Marques voltou a suspender o canal e estabeleceu condições para a reativação, decisão que depois foi revista ao constatar que a campanha de Lula informou o endereço do espaço à Justiça Eleitoral.

Em 15 de outubro, o TSE aprovou resolução que retirou o prazo de 48 horas para uso de canais oficiais de campanha registrados entre o 1º e o 2º turno, permitindo a utilização imediata após a aprovação. No dia 16, a Corte fixou critérios para caracterizar canais de mensagens vinculados a campanhas eleitorais, como o emprego de recursos de campanha, a divulgação do endereço em perfis oficiais e a coordenação de publicações com candidatos. A comprovação de um desses critérios já é suficiente para estabelecer o vínculo e exige comunicação à Justiça Eleitoral; descumprimentos reiterados podem resultar em suspensão.

Com base nessa regra, a coligação de Lula solicitou que o Exército do Lula não seja formalmente considerado vinculado à campanha. Janones nega divulgar informações falsas e afirma que a iniciativa busca ampliar o engajamento dos apoiadores e a circulação de conteúdos favoráveis à reeleição.

Quem é Janones

O deputado ganhou visibilidade nacional durante a greve dos caminhoneiros em 2018, ampliou sua atuação nas redes ao defender o auxílio emergencial de R$ 600 em 2020 e integrou a estratégia digital da campanha de Lula em 2022.

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