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Governo pauta jornada de 40h, e campanhas de Lula e Flávio ajustam rumo

Senado aprova PEC da jornada; mobilização petista cresce e 1º debate direto será domingo (18.out)

Por Redação Os Três Poderes ·

Atualizado

Governo pauta jornada de 40h, e campanhas de Lula e Flávio ajustam rumo

Na segunda semana após o 1º turno das eleições, o governo voltou ao centro do debate com a aprovação, no Senado, da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, enquanto as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ajustaram estratégias e intensificaram agendas.

Contexto

A emenda foi aprovada na 4ª feira (14.out) em 2 turnos, por 75 votos a 1, com 77 senadores presentes. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS); o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não votou. Segundo a avaliação nas campanhas, a pauta trabalhista deu novo fôlego ao Planalto e reforçou a mobilização de apoiadores do presidente.

Desde 9 de outubro, apoiadores de Lula organizaram atos, caminhadas e mutirões em pelo menos 37 cidades, com participação de artistas, influenciadores e políticos de esquerda. Do outro lado, a equipe de Flávio, que havia concentrado esforços em alianças após o 1º turno, promoveu ajustes internos para evitar desmobilização de aliados.

Levantamentos internos de campanha, não divulgados publicamente, são citados como indicando sinais de estabilização nas intenções de voto. Esses dados não são pesquisas públicas comparáveis e devem ser interpretados com cautela.

O que vem pela frente

O primeiro debate direto entre os dois candidatos está marcado para domingo (18.out), às 20h, na Band. A uma semana do 2º turno, o desempenho no confronto pode influenciar a reta final da disputa.

Lula, com longa experiência em debates presidenciais, aposta no conhecimento do formato; Flávio fará sua estreia em um confronto televisivo como candidato ao Planalto. A diferença de idade — 80 anos e 45 anos, respectivamente — não define o resultado, mas pode pesar na percepção de vigor e disposição entre os eleitores.

Os próximos dias indicarão se a recuperação do presidente se sustenta até a votação de 25 de outubro ou se a campanha adversária retoma vantagem na reta final.

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