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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Planalto diz que silêncio de Trump e Milei não afeta resultado eleitoral

Reconhecimento externo é visto como simbólico; TSE já proclamou a reeleição de Lula

Por Redação Os Três Poderes ·

Planalto diz que silêncio de Trump e Milei não afeta resultado eleitoral

Para o Palácio do Planalto, a ausência de manifestações públicas de Donald Trump, dos Estados Unidos, e de Javier Milei, da Argentina, sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem impacto na legitimidade do resultado das urnas. O Tribunal Superior Eleitoral proclamou a vitória na noite de 25.out.2026, com 51,79% dos votos válidos para Lula, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro.

Efeito político e contestação

Na avaliação interna do governo, mensagens de líderes estrangeiros têm valor político e simbólico, mas não alteram a legalidade do resultado nem as relações em andamento com outros países. Caso ocorressem, tais manifestações poderiam ampliar o isolamento do senador Flávio Bolsonaro, que contestou o resultado e afirmou que pedirá a anulação da eleição.

Argentina: apoio de Milei e reação do Itamaraty

A aproximação entre Milei e Flávio se intensificou após encontros em Buenos Aires e em São Paulo. Em 25 de julho, o presidente argentino esteve na convenção do Partido Liberal e, no palanque, chamou Jair Bolsonaro de “melhor amigo” e disse acreditar que Flávio poderia derrotar Lula. Em 1º de outubro, declarou esperar a vitória do seu “amigo Flávio Bolsonaro” e, em 20 de outubro, compartilhou um vídeo insinuando que Lula poderia tentar fraudar a eleição. O Itamaraty reprovou publicamente as falas e afirmou que se tratava de tentativa de ingerência externa no processo eleitoral.

As relações diplomáticas entre Brasil e Argentina foram rebaixadas, mas os laços econômicos seguem relevantes, com integração em áreas como a automotiva e a industrial.

Estados Unidos: tarifas e negociações

A relação com os Estados Unidos também passou por tensão recente. Em julho, o governo Trump aplicou tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros e de 12,5% sobre itens sob investigação por trabalho forçado, após apurações comerciais. Brasília mantém tratativas para reduzir os efeitos das sobretaxas.

Em setembro, Brasil e EUA instituíram um grupo de trabalho para tratar das tarifas e de um possível acordo comercial, após conversa telefônica entre Lula e Trump em agosto. Durante a campanha, Flávio Bolsonaro buscou se aproximar de Washington e se reuniu com Trump na Casa Branca, em maio, para discutir cooperação econômica e combate ao crime organizado.

Contexto institucional

No Brasil, a apuração e a proclamação dos eleitos são competências do TSE. O reconhecimento por outros países tem natureza diplomática e não condiciona a validade jurídica do resultado anunciado pela Justiça Eleitoral.

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