Oposição articula entre Rogério Marinho e Tereza Cristina para disputa no Senado
Aliados buscam nome único contra a reeleição de Davi Alcolumbre; PL discute estratégia na quarta-feira (4)
Por Redação Os Três Poderes ·

Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) travam uma disputa interna para ser o nome da oposição na corrida pela Presidência do Senado. Aliados relatam um esforço para evitar a pulverização dos votos contrários à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP). O PL agendou para quarta-feira (4) uma reunião que deve definir os passos para a composição das mesas diretoras do Congresso.
Cenário no Senado
Parlamentares envolvidos nas conversas afirmam que Alcolumbre já angariou apoios da federação União Progressista (União Brasil e PP), além de MDB e PSD. Diante desse quadro, grupos ligados a Marinho e a Tereza tentam costurar um entendimento para que a oposição se una em torno de uma única candidatura.
Marinho recebeu declarações públicas de apoio de integrantes da família Bolsonaro. Em carta, Flávio Bolsonaro apontou o senador potiguar como seu preferido para comandar o Senado e escreveu:
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política”.
Carlos Bolsonaro reforçou a sinalização. Em setores do PL, a expectativa é de que a sigla oficialize o nome de Marinho na reunião desta semana.
Por sua vez, Tereza Cristina é impulsionada por quadros do Centrão, que enxergam nela um perfil capaz de captar votos para além do eleitorado bolsonarista. Ex-ministra da Agricultura, a senadora mantém diálogo com diferentes legendas e já externou o desejo de ser a primeira mulher a presidir o Senado.
Apoios e voto secreto
A federação formada por União Brasil e PP declarou apoio à recondução de Alcolumbre. Caso essa diretriz seja mantida, Tereza poderá manter-se na disputa sem o aval formal do próprio partido. Para ela, o anúncio foi precipitado, pois a escolha ainda precisa envolver os 54 senadores eleitos e reeleitos que participarão da decisão.
Marinho também minimizou as posições divulgadas pelas cúpulas partidárias.
“Eu acho que a posição dele não se reflete na bancada”,afirmou ao comentar os apoios já atribuídos ao atual presidente da Casa. Como o voto é secreto, ambos calculam atrair parlamentares de legendas que já sinalizaram adesão a Alcolumbre.
O que representa para o RN
Se a candidatura de Rogério Marinho for confirmada, um senador do Rio Grande do Norte entrará no centro das negociações pela cúpula do Senado, o que pode ampliar a exposição do estado nas disputas por espaços e prioridades da pauta legislativa.
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