Marinho diz que PL não tem prova de fraude alegada por Flávio Bolsonaro
Líder da oposição afirmou no Senado que não há elementos para sustentar a acusação; carta teve versão alterada nas redes sociais
Por Redação Os Três Poderes ·

Em coletiva no Senado nesta quarta-feira (28), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que nem ele nem o partido têm provas que sustentem a acusação de fraude eleitoral feita por Flávio Bolsonaro em carta publicada nas redes sociais.
O que disse Rogério Marinho
Questionado sobre a existência de fraude, o líder da oposição declarou que não há elementos que embasem a alegação.
"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido",disse.
Carta e mudança de termos
Marinho comentou que a primeira versão da carta atribuída a Flávio se referia a ele como "verdadeiro presidente eleito do país" e que, cerca de meia hora depois, o texto foi substituído por outra versão em que passava a se autodenominar "líder do Brasil". Segundo o senador, a versão válida é a publicada no perfil oficial e houve possivelmente um erro de confecção do texto.
"A carta que está no seu Twitter [X], que é carta oficial, a [carta] definitiva, ele se coloca como líder... Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta",afirmou. Marinho também disse que, pelo desempenho eleitoral recente, Flávio seria hoje uma das principais referências da direita.
Reconhecimento oficial do resultado
As afirmações de fraude contrariam a apuração e o reconhecimento do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No segundo turno, segundo o TSE, Luiz Inácio Lula da Silva obteve 64 milhões de votos, enquanto Flávio somou pouco mais de 59 milhões. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin estendeu o horário de votação até as 19h, a pedido das campanhas do PL e do PT, e a prorrogação somou 34.393 votos, de acordo com o TSE, em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos. As eleições também foram reconhecidas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e o próprio PL reconheceu o resultado.
Outros pontos citados
No comunicado distribuído por sua assessoria, Flávio afirmou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga as circunstâncias de sua saída do país.
Flávio é alvo de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, inclusive por meio de plataformas de apostas, e o financiamento do filme Dark Horse. Quando encerrar o mandato de senador, ele deixará de ter foro privilegiado e imunidade parlamentar, conforme informado.
Marinho também comentou declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não pretende se envolver no caso, e afirmou esperar que não haja interferência externa.
"Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil",disse.
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