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PF aponta fuga de Flávio Bolsonaro com ‘desinformação’ e trajeto de 12 horas

Investigação descreve saída por Foz do Iguaçu, embarque na Argentina e uso de passaporte diplomático cancelado, segundo a PF

Por Redação Os Três Poderes ·

PF aponta fuga de Flávio Bolsonaro com ‘desinformação’ e trajeto de 12 horas

A Polícia Federal aponta que a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, na noite de terça-feira (27), levou cerca de 12 horas e foi executada com uma “operação de desinformação”. Segundo as investigações, o parlamentar deixou o país acompanhado da família por uma rota que começou em Foz do Iguaçu (PR) e seguiu para a Argentina.

De acordo com a PF, o grupo cruzou a fronteira por via terrestre e embarcou em um jato particular no Aeroporto de Puerto Iguazú. A aeronave seguiu inicialmente para Guayaquil, no Equador, onde realizou escala técnica, e depois partiu para Miami, nos Estados Unidos.

Sempre conforme a investigação, ao desembarcar nos EUA o senador apresentou passaporte diplomático — documento que, de acordo com a PF, já havia sido cancelado pela própria corporação após o descumprimento da ordem de entrega expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF também relata que, enquanto aliados afirmavam publicamente que o senador já estava em solo americano, parte do trajeto ainda ocorreu em território brasileiro, como parte da estratégia de “desinformação”.

O que está sob apuração

Os investigadores apuram se houve articulação internacional envolvendo Argentina, Equador e Estados Unidos para viabilizar a logística da viagem. A corporação descreve a rota como de alto custo e planejamento rigoroso.

Medidas em avaliação

Diante dos desdobramentos, a PF avalia solicitar o bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro no Brasil e no exterior, como forma de asfixia financeira. Segundo os investigadores, a medida seria semelhante à adotada anteriormente em relação a Eduardo Bolsonaro e ao advogado Willer Tomaz, que também teriam fugido para os Estados Unidos.

Contexto

A Polícia Federal já havia alertado o STF sobre o risco de fuga em ofício sigiloso enviado no domingo (25). O senador é alvo de dois inquéritos na Suprema Corte: um sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado ao advogado Willer Tomaz e outro sobre o financiamento de mais de R$ 130 milhões no âmbito do filme “Dark Horse”.

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