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Marinho afirma que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para evitar prisão

Senador do RN diz que colega se “exilou” nos EUA após decisão que determinou entrega de passaportes e proibiu saída do país

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Rogério Marinho, senador (PL-RN)
Rogério Marinho, senador (PL-RN), em foto de arquivo Foto: Divulgação/Senado Federal

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (28.out.2026), no Senado, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos para preservar a liberdade depois de se lançar candidato à Presidência. Ele classificou a situação como um “exílio”.

O que disse Marinho

Marinho declarou que, politicamente, Flávio “não tem condições de continuar no Brasil sob pena de ser preso pelo simples fato de ter ousado ser candidato”, reconhecendo que não há ordem de prisão contra o colega.

“Nessa eleição e nas eleições subsequentes, o Flávio só tem esse caminho (...). A ele não restou outra opção para manter a sua integridade física, a sua liberdade e a sua capacidade de poder falar o que precisa ser falado, se não sair, se exilar do país”, disse.

Medidas no inquérito e questionamentos

De acordo com a Polícia Federal, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes em 24 horas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado autorizou a apreensão dos documentos e proibiu o senador de deixar o país. Marinho questionou a decisão e a classificou como “muito estranha”.

Indícios citados na investigação

O senador contestou os fundamentos do caso e disse que o indício mencionado no inquérito se relaciona à investigação da PF sobre o advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal, e-mails indicaram Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado, após a quebra do sigilo telemático dele.

Contexto político

O pedido de apreensão de passaportes ocorreu na noite de 25 de outubro de 2026, após o Tribunal Superior Eleitoral proclamar o resultado da eleição presidencial. Parte da família de Flávio permanece com mandatos no Congresso, e o PL projeta protagonismo nas duas Casas na próxima legislatura.

Disputa pelo comando do Senado

Marinho também comentou a possibilidade de se candidatar à Presidência do Senado. Segundo ele, o tema será discutido em reunião do PL marcada para 4 de novembro. Caso avance, disse que defenderá a independência entre os Poderes e o cumprimento da Constituição.

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