Lula pretende convidar Trump e Milei para cerimônia de posse em 5 de janeiro
Convites são vistos como gesto político para tentar superar divergências e ampliar participação de autoridades estrangeiras
Por Redação Os Três Poderes ·

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva pretende convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para a cerimônia de posse marcada para 5 de janeiro, segundo informações do próprio governo. A iniciativa ocorre apesar de nenhum dos dois líderes ter reconhecido ou parabenizado o petista pela vitória nas eleições presidenciais.
O gesto político e a mudança da data
O convite é tratado pela equipe governamental como um gesto político com objetivo de tentar superar divergências bilaterais. A mudança da data da posse para 5 de janeiro foi aprovada pelo Congresso Nacional, segundo a mesma fonte, e teria como motivação a ampliação das possibilidades de participação de autoridades estrangeiras na solenidade.
Antes da posse, o presidente reeleito poderá encontrar Trump e Milei em compromissos internacionais previstos para dezembro, quando participará da Cúpula do Mercosul e do Encontro do G20. Nessas ocasiões, a gestão pretende reforçar pessoalmente os convites.
Avaliações distintas sobre os dois países
Integrantes do governo brasileiro avaliam que a possibilidade de reaproximação com Donald Trump é maior do que com Javier Milei. No caso dos Estados Unidos, a avaliação interna considera que o presidente norte-americano poderá adotar postura mais pragmática após as eleições de meio de mandato, diante da possibilidade de mudanças na composição do Congresso.
Já sobre a Argentina, a avaliação do governo é mais cautelosa: Milei deverá disputar um processo eleitoral em seu país no próximo ano, cenário que, segundo a fonte, influencia as expectativas sobre a relação entre os dois governos.
Negociações e limites da iniciativa
Além do envio de convites, o governo pretende retomar negociações com os Estados Unidos ainda neste ano para discutir a redução de tarifas americanas sobre produtos brasileiros. A participação de Trump e Milei na cerimônia de janeiro, porém, não está confirmada; a intenção é formalizar os convites e reafirmar a disposição de recebê‑los na solenidade.
Contexto e possíveis impactos
Convites a chefes de Estado em cerimônias de posse são instrumentos diplomáticos usados para sinalizar abertura ao diálogo e reestabelecimento de canais oficiais. Se aceitos, os encontros podem facilitar conversas sobre comércio e cooperação multilateral. Para o Brasil, uma reaproximação com os Estados Unidos e a Argentina poderia ter efeitos em negociações comerciais e em fóruns internacionais, mas, conforme a própria avaliação do governo, isso dependerá tanto das decisões desses mandatários quanto de fatores internos em seus países.
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