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Justiça do Trabalho ordena retirada de conteúdos da Meta que incentivam vigilância a empregados por voto

Decisão liminar exige remoção em 24 horas de publicações que orientam patrões a expor ou demitir funcionários por causa de escolha eleitoral

Por Redação Os Três Poderes ·

Justiça do Trabalho ordena retirada de conteúdos da Meta que incentivam vigilância a empregados por voto

A Justiça do Trabalho determinou que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações em suas redes sociais que incentivem empresários a vigiar, expor e demitir funcionários em razão do voto nas eleições presidenciais. A decisão é liminar e foi assinada pelo juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho.

O que decidiu a Justiça

Segundo a decisão liminar, as publicações contêm orientações a empregadores para fiscalizar o comportamento eleitoral de seus empregados e adotar medidas punitivas com base na escolha de voto. A determinação obriga a plataforma a remover esse tipo de conteúdo no prazo de 24 horas a partir da notificação.

Contexto e relevância

Medidas que orientam vigilância ou sanções por motivo de voto tocam em princípios da legislação trabalhista e em direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e o sigilo do voto. Em geral, a Justiça do Trabalho atua para preservar relações de trabalho que não se transformem em instrumento de coerção política ou discriminação.

Decisões desse tipo também indicam preocupação judicial com a circulação de orientações em redes sociais que possam influenciar práticas empresariais durante períodos eleitorais, quando a proteção ao exercício do voto e à integridade do ambiente de trabalho costuma receber atenção especial.

Impacto no Rio Grande do Norte

Para trabalhadores e empregadores no Rio Grande do Norte, a decisão reforça que atitudes de fiscalização ou demissão motivadas pela escolha política podem ser alvo de medidas judiciais. Sindicatos, procuradorias do trabalho e advogados trabalhistas no estado costumam acompanhar casos semelhantes para avaliar eventual responsabilização civil e trabalhista.

A liminar também tem efeito prático sobre a circulação de conteúdos nas plataformas no país, podendo reduzir a difusão de mensagens que orientem ou incentivem práticas de vigilância política nas empresas.

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