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Lula avalia convidar Rafael Fonteles para a Fazenda em 2027

Mudanças mais amplas na Esplanada devem ser tratadas após a COP31; economistas veem o nome do governador como positivo

Por Redação Os Três Poderes ·

Lula avalia convidar Rafael Fonteles para a Fazenda em 2027

Há discussão no governo sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidar o governador do Piauí, Rafael Fonteles, para chefiar o Ministério da Fazenda a partir de 2027. As definições mais amplas sobre mudanças na Esplanada devem ocorrer após a viagem do presidente à Turquia para a COP31, cujo segmento de líderes está previsto para 11 e 12 de novembro.

Fonteles foi secretário da Fazenda do Piauí durante a gestão de Wellington Dias e presidiu o Comsefaz de 2019 a 2022. Para assumir a Fazenda em 2027, teria de renunciar ao mandato de governador. Segundo ele próprio, não houve convite formal até o momento.

Como o mercado enxerga

Integrantes do mercado financeiro avaliam positivamente a possível escolha, citando a experiência técnica e a capacidade de articulação do governador. Economistas ouvidos publicamente também fazem boa leitura do nome.

“Um ótimo nome”, disse Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting.
André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital, afirmou que o governo pode buscar “um ‘Palocci 2’”. “Alguém que seja comprometido com uma agenda mais à direita, mas que seja um político. Acho que pode ser esse o caminho que eles vão tentar”.
Para o economista Phil Soares, o nome de Fonteles “pode dar um ânimo no mercado”.

Além de Fonteles, o vice-presidente Geraldo Alckmin também aparece entre os cotados para a Fazenda.

O que pode mudar para o RN

A escolha do comando da Fazenda influencia a política fiscal federal e o ambiente de negócios, afetando transferências, investimentos e o custo do crédito. Esses fatores repercutem nas finanças estaduais e municipais, com efeitos potenciais sobre projetos e financiamentos no Rio Grande do Norte.

Por ora, a discussão permanece no campo político e dependerá do calendário e das conversas internas do governo após a agenda internacional do presidente.

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