Líder do PL na Câmara critica cobertura sobre saída de Flávio e família para os EUA
Sóstenes Cavalcante afirmou que imprensa teria tratado suspeitas como sentenças e questionou atuação do Judiciário após eleição
Por Redação Os Três Poderes ·

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, criticou nesta quarta-feira a forma como a imprensa cobriu a chegada do senador Flávio Bolsonaro e de sua família aos Estados Unidos, afirmando que veículos de comunicação transformaram os familiares em "alvo de chacota" e trataram suspeitas como se fossem condenações.
Em publicações em sua conta no X, Sóstenes disse que a parcialidade de parte da imprensa se manifesta no tratamento dado ao sobrenome Bolsonaro e questionou decisões do Judiciário após a eleição presidencial. O deputado também contestou a caracterização de Flávio como foragido e compartilhou um vídeo do advogado Renato Stanziola sobre as implicações jurídicas de não entregar o passaporte.
O episódio e as medidas judiciais
O desembarque do senador, de sua mulher e das duas filhas adolescentes em Miami ocorreu depois de determinação do Supremo Tribunal Federal para que Flávio entregasse seus passaportes e ficasse no país. A Polícia Federal havia emitido pedido de apreensão do documento.
Em uma postagem anterior, Flávio havia negado que deixaria o país, descrevendo em vídeo ter sido intimado pela PF ao sair da residência de seu pai, que cumpre prisão domiciliar. Sóstenes questionou a fundamentação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ela teria se baseado em declaração de outro integrante da família.
Repercussões internacionais e argumento político
O episódio recebeu também reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, questionado por jornalistas, declarou aprovar a vinda do senador ao país e voltou a criticar o resultado da eleição brasileira, sem apresentar provas de irregularidades.
Para Sóstenes, a situação reflete uma preocupação sobre a estabilidade democrática, ao perguntar retoricamente que tipo de democracia seria aquela em que um candidato apoiado por dezenas de milhões de eleitores teria de temer perseguição política logo após as eleições.
O que fica
A manifestação do líder do PL coloca em evidência duas frentes de debate: o tom da cobertura jornalística sobre políticos e familiares, e as implicações legais e políticas das medidas tomadas por tribunais e pela Polícia Federal em casos sensíveis ao pós-eleição. A controvérsia tende a alimentar discussões sobre liberdade de imprensa, segurança de figuras públicas e limites da atuação institucional no processo eleitoral.
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