Horário eleitoral: Lula alerta para cortes; Flávio prioriza preços e segurança
Em 22 de outubro, campanhas contrastam defesa de programas sociais com críticas ao custo de vida e propostas de endurecimento penal
Por Redação Os Três Poderes ·

No horário eleitoral gratuito desta quinta-feira (22), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou sua mensagem em alertas contra cortes em políticas sociais. Flávio Bolsonaro (PL) enfatizou a alta de preços e apresentou propostas para segurança pública.
O que trouxe a campanha de Lula
De acordo com a campanha petista, um eventual corte de R$ 250 bilhões no Orçamento pelo adversário atingiria benefícios como aposentadorias e programas sociais. Em vídeo, Lula citou medidas de governos anteriores e relacionou impactos de cortes no dia a dia das famílias.
“Sabe o que você perde com um corte deste tamanho? O pé-de-meia, o remédio da sua mãe, o gás da sua cozinha”, disse Lula em seu programa.
As peças também retomaram um caso de homicídio de uma criança no Rio de Janeiro e mencionaram a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado de um policial militar réu no processo. Segundo decisões judiciais, o caso irá a julgamento pelo Tribunal do Júri; em 2024, a defesa assinou recurso ao Superior Tribunal de Justiça, que foi negado. O processo segue em andamento.
As propostas e críticas de Flávio Bolsonaro
Nas inserções do PL, a campanha destacou o encarecimento dos alimentos e a perda do poder de compra. Flávio afirmou que pretende estimular a economia para “colocar dinheiro no bolso” dos brasileiros e citou um programa de cashback chamado “vira PIX”.
Na segurança pública, o candidato defendeu reduzir a maioridade penal, acabar com as chamadas “saidinhas” e aumentar em quatro vezes a pena para roubo de celular. A campanha diz que essas mudanças seriam viabilizadas com apoio no Congresso.
Os programas exibiram ainda mensagens de apoio de políticos e artistas.
Contexto
O horário eleitoral é espaço obrigatório de propaganda no rádio e na TV usado por candidaturas para apresentar propostas e críticas nas semanas que antecedem a votação. Parte das medidas anunciadas, como alterações na maioridade penal e no regime de “saidinhas”, depende de mudanças na legislação e, em alguns casos, de emendas constitucionais aprovadas pelo Congresso.
Para o eleitorado do Rio Grande do Norte, assim como nos demais estados, o contraste entre a defesa de programas sociais e a ênfase em economia e segurança tende a orientar o debate sobre prioridades do próximo governo.
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