Figueiredo diz ser “bobagem” falar em Flávio em 2030 e prevê eleição antes
Jornalista escreveu em rede social que espera nova votação antes de 2030 e que o eleitor voltará a escolher um Bolsonaro
Por Redação Os Três Poderes ·

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou nesta sexta-feira (30) que considera “bobagem” a hipótese de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputar a Presidência em 2030 e disse esperar que haja nova eleição antes desse prazo, em publicação na rede X.
“É bobagem esse negócio de que Flávio Bolsonaro será candidato em 2030. Se Deus quiser, teremos novas eleições muito antes disso! E o povo vai votar BOLSONARO de novo. Só precisamos nos assegurar que sejam eleições limpas”, escreveu.
Cartas e uso de inteligência artificial
Um dia antes, Figueiredo comentou erros em cartas divulgadas por Flávio. Ele afirmou ter publicado as duas primeiras versões do texto e atribuiu as falhas ao uso do ChatGPT. Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu à ferramenta que inserisse o brasão, e a inteligência artificial recuperou trecho de uma versão anterior. O jornalista disse ter recebido autorização para distribuir o documento à imprensa.
As versões passaram por ajustes sucessivos: a 1ª trazia o brasão com a grafia “Brazil”; a 2ª corrigiu para “República Federativa do Brasil”; e a 3ª trocou a expressão “presidente eleito” por “líder do Brasil”.
Saída do país e medidas oficiais
Na terça-feira (27), Flávio Bolsonaro deixou o país acompanhado da esposa e das duas filhas adolescentes. Na mesma semana, a Polícia Federal expediu pedido de apreensão do passaporte do senador poucos minutos após o Tribunal Superior Eleitoral proclamar o resultado da eleição presidencial.
De acordo com o TSE, o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 64.256.232 votos (51,79%), ante 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o pedido da PF para apreensão dos documentos e restrição de saída do país.
Contexto
As declarações de Figueiredo integram o debate político pós-eleitoral e não alteram, por si, o calendário de votações, que depende de decisões legais e institucionais. Para o Rio Grande do Norte e Natal, eventuais mudanças eleitorais só teriam efeito prático caso houvesse determinação oficial dos órgãos competentes.
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