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Equipe econômica de Flávio Bolsonaro defende transição de 2 anos no Bolsa Família

Daniella Marques afirma que proposta inclui retorno automático ao benefício caso a saída para trabalho ou negócio não se sustente

Por Redação Os Três Poderes ·

Equipe econômica de Flávio Bolsonaro defende transição de 2 anos no Bolsa Família

Em entrevista à CBN Bahia nesta segunda-feira (19), a coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que, se o candidato vencer a eleição, o Bolsa Família teria uma regra de transição de dois anos, com possibilidade de retorno automático ao programa.

Segundo Marques, a ideia é permitir que beneficiários aceitem vagas formais ou iniciem pequenos negócios durante o período de carência e, se a mudança não se mostrar sustentável, possam voltar ao benefício. Após a transição, os beneficiários seriam desligados, de acordo com a proposta apresentada por ela.

"Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade"

Contexto do programa e valores vigentes

O Bolsa Família foi relançado em março de 2023. Em setembro, o governo federal anunciou reajuste de cerca de 15,04%, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691. Além do valor base, há adicionais cumulativos, conforme regras do programa.

  • R$ 173 por criança entre zero e 7 anos incompletos;
  • R$ 58 por gestante;
  • R$ 58 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos;
  • R$ 58 por bebê de até 6 meses.

Regras atuais de elegibilidade

De acordo com o governo federal, têm direito ao benefício famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218, com Cadastro Único atualizado e cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação. Em agosto, o governo informou o pagamento do programa a cerca de 19,3 milhões de famílias no país.

Impactos e próximos passos

A proposta apresentada pela campanha ainda não detalha critérios operacionais, avaliação para retorno ao benefício e impacto orçamentário. Em termos administrativos, uma regra de transição pode exigir ajustes na gestão do Cadastro Único e na articulação com políticas de emprego e qualificação — pontos relevantes também para o Rio Grande do Norte e para Natal.

O anúncio integra o debate da disputa presidencial sobre políticas de transferência de renda e assistência social.

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