Em programa final, Lula vincula Flávio a milícias e ataca corte de R$ 250 bilhões
Peça cita homenagens a Adriano da Nóbrega e repasse de R$ 200 mil; equipe de Flávio nega cortes em benefícios e defende ajuste fiscal
Por Redação Os Três Poderes ·
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relacionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a milícias e a episódios de corrupção no programa eleitoral de TV que encerrou sua campanha, exibido na sexta-feira (23). A peça também atacou propostas econômicas do adversário, destacando um corte de R$ 250 bilhões no Orçamento.
O que a propaganda disse
Segundo o programa, Flávio Bolsonaro teria feito duas homenagens a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de um grupo de “matadores de aluguel”, e destinado R$ 200 mil em verbas públicas a um miliciano condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol). A peça ainda associa o senador a eventuais relações com o Banco Master, lavagem de dinheiro e a negociação de uma ilha em Angra dos Reis (RJ).
“O Brasil não vai ficar melhor cortando os seus direitos e conquistas, nem desrespeitando as mulheres e muito menos colocando miliciano para cuidar da segurança”, declarou Lula.
Economia e a discussão sobre cortes
No campo econômico, a propaganda contestou a proposta atribuída a Flávio Bolsonaro de reduzir R$ 250 bilhões do Orçamento federal, sustentando que isso poderia atingir salários, aposentadorias e programas sociais como Bolsa Família e Farmácia Popular. O plano do candidato do PL menciona um “tesouraço” na máquina pública e uma nova âncora fiscal, sem detalhar medidas.
Conforme o programa, circula a informação de que a equipe econômica do candidato prepararia, durante a transição de um eventual novo governo, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir cortes de até R$ 250 bilhões, sem esclarecer em quais áreas ocorreriam os ajustes. A informação não foi confirmada oficialmente.
O que diz a campanha de Flávio
Em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro afirmou que manteria os reajustes das aposentadorias acima da inflação e negou a intenção de desvincular benefícios do salário mínimo. Daniella Marques, chefe da campanha do senador, nega cortes em benefícios sociais e afirma que a prioridade é reorganizar as contas públicas, revisar o funcionamento do Estado e reduzir entraves às empresas.
Contexto: o que é uma PEC
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é o mecanismo usado para alterar a Constituição. Para aprovação, são necessárias votações em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado, com quórum qualificado. Mudanças fiscais via PEC podem ajustar regras de despesa e impactar a alocação de recursos no Orçamento.
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