Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Valdemar em prisão domiciliar
Pedido cita necessidade de diálogo direto; ministro já havia restringido visitas com finalidade eleitoral
Por Redação Os Três Poderes ·

A defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, faça uma visita a Bolsonaro durante sua prisão domiciliar em Brasília, alegando ‘‘necessidade de diálogo direto’’.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar na capital federal por condenação a 27 anos e três meses de prisão por participação em trama para dar um golpe de Estado, segundo os autos do processo. A solicitação da defesa foi protocolada nesta quarta‑feira.
Contexto
Em julho, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu proibição de visitas que tenham finalidade político‑eleitoral até o fim do período eleitoral, medida tomada após a divulgação de uma carta atribuída a Bolsonaro nas redes sociais que, conforme as cautelares impostas, violou a vedação ao uso de plataformas — inclusive por terceiros.
Moraes já havia negado pedidos anteriores de visitas do presidente do PL com o argumento de que Valdemar continua investigado no inquérito que apura a trama golpista. Nesta terça‑feira, porém, Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro e publicou em rede social que ‘‘Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil’’.
Desdobramentos e implicações
O pedido da defesa ocorre após o filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, deixar o país sem entregar os passaportes, conforme determinação de Moraes. Flávio desembarcou em Miami com a família, dias depois de perder a eleição presidencial para o atual presidente, cuja vitória foi confirmada publicamente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.
Se Moraes autorizar a visita, será o primeiro encontro autorizado de lideranças partidárias com o ex‑presidente desde a restrição imposta em julho; se mantiver a negativa, reafirmará a linha de impedimento de contatos com finalidade eleitoral enquanto perdurarem as cautelares relacionadas ao caso.
Não há, até a publicação desta matéria, decisão de Moraes sobre o pedido da defesa.
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