Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra disparos do GovBR no WhatsApp

Pedido inclui suspensão imediata dos envios, retirada de slogan e cassação da chapa Lula-Alckmin

Por Redação Os Três Poderes ·

Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra disparos do GovBR no WhatsApp

A campanha do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20.out.2026), uma ação que contesta o envio de mensagens em massa pelo WhatsApp, assinadas pelo GovBR, e pede a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice, Geraldo Alckmin.

Segundo a petição, os disparos ocorreram durante o período eleitoral e violam a regra que proíbe a publicidade institucional de atos e programas públicos nos três meses anteriores à votação, salvo exceções previstas em lei. Os advogados sustentam que houve abuso de poder político e econômico pelo uso de recursos e estruturas do Estado.

O que a campanha pede

A defesa solicita, em caráter de urgência, que o TSE determine a suspensão imediata dos envios sobre programas e ações do governo. Requer também a retirada da marca e do slogan “União e Reconstrução” da identificação da conta GovBR, a preservação dos registros de disparos e que órgãos federais informem a quantidade de mensagens, os públicos alcançados, critérios de seleção e custos desde 4 de julho.

No mérito, os advogados pedem a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade por oito anos do presidente e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Mensagens citadas e indícios apresentados

De acordo com a ação, os comunicados tratam de programas como Bolsa Família, Gás do Povo, Luz do Povo e Farmácia Popular, além de avisos sobre a proibição das apostas on-line. A campanha afirma ter reunido 53 publicações na rede X com registros de mensagens enviadas pela conta oficial do GovBR após 4 de julho e que parte desses envios continuou depois do 1º turno, em 4 de outubro.

A peça relata que os disparos alcançam milhões de pessoas e, em alguns casos, trazem identificação do destinatário e opção para interromper o recebimento. A defesa também menciona que o serviço de mensagens tem custo variável conforme a finalidade e o volume, com base em tabela de uma empresa pública federal responsável por comunicação digital, e apresenta estimativas — sem detalhar gastos efetivos do governo.

Próximos passos e contexto

Caberá ao TSE analisar se os envios configuram publicidade institucional vedada e se houve abuso de poder com gravidade suficiente para justificar as punições requeridas.

Os programas mencionados na ação têm alcance nacional, inclusive no Rio Grande do Norte. Eventuais decisões do TSE sobre a suspensão dos disparos ou sobre a comunicação oficial pelo GovBR valeriam para todo o país.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também