Avaliação no Ministério da Saúde aponta permanência de Padilha em 2027
Percepção interna indica continuidade do ministro; mudanças em secretarias são cogitadas e a agenda inclui acordo de medicamentos e canetas no SUS
Por Redação Os Três Poderes ·

Avaliação interna no Ministério da Saúde indica que Alexandre Padilha deve permanecer à frente da pasta em 2027. Segundo essa percepção, ainda não houve conversa formal entre o ministro e o presidente reeleito, mas a leitura de continuidade ganhou força após o discurso de vitória no domingo.
O que sustenta a leitura
De acordo com essa avaliação interna, pesam a favor da permanência o fato de Padilha ter atendido ao pedido do presidente para não disputar vaga na Câmara dos Deputados e se dedicar à campanha, além de ter reduzido, ao assumir o ministério, o descontentamento de parlamentares com a liberação de emendas.
Como a relação com o Congresso tende a ser central, a presença de um titular com articulação política é vista como um ativo. Também é considerado que dois anos adicionais à frente da Saúde manteriam a visibilidade de Padilha, apontado como potencial nome para disputar a prefeitura de São Paulo.
Equipe e próximos passos
Se a continuidade for confirmada, a expectativa interna é de ajustes na cúpula: dois secretários poderiam deixar a pasta por motivos pessoais. O secretário executivo, Adriano Massuda, tenderia a permanecer, assim como Mozart Salles, que comanda a Secretaria de Atenção Especializada.
No plano técnico deste ano, estariam previstas a assinatura de um acordo de compra de medicamento de alto custo com desconto silenciado e a abertura de consulta pública para oferta de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde. O primeiro anúncio, cogitado para outubro, não deve ocorrer no prazo. A discussão sobre as canetas incluiria a definição de quais perfis de pacientes, além de pessoas com diabetes, poderiam ser contemplados no SUS.
O que pode impactar o RN
A condução do Ministério da Saúde influencia repasses e programas do SUS, além da execução de emendas parlamentares, com efeitos diretos sobre estados e municípios — inclusive no Rio Grande do Norte e em Natal. Decisões sobre incorporação de tecnologias e diretrizes clínicas repercutem na rede local de atendimento.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a permanência do ministro nem sobre eventuais mudanças na equipe; as informações refletem a percepção dentro do próprio ministério.
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