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Boca de urna aponta oposição à frente; governo em Israel segue em aberto

Projeções de TV indicam vantagem do bloco de Gadi Eisenkot, mas a formação de uma coalizão dependerá das negociações após o resultado oficial

Por Redação Os Três Poderes ·

Bandeira Israel
Bandeira Israel

Pesquisas de boca de urna divulgadas por emissoras de televisão de Israel nesta terça-feira (27.out.2026) apontam o bloco de oposição à frente na disputa por cadeiras no Knesset. O desfecho interessa à política externa brasileira e a brasileiros que vivem no país, dado o impacto regional das decisões do futuro governo.

Segundo as projeções, a soma de assentos favorece o grupo liderado por Gadi Eisenkot. Individualmente, porém, o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aparece ligeiramente à frente do Yashar, legenda de Eisenkot. A composição do 26º Knesset permanece indefinida: o resultado oficial deve começar a ser divulgado a partir de quinta-feira (29.out), quando se iniciam as conversas para formar uma maioria de, no mínimo, 61 das 120 cadeiras.

Partidos árabes em alta e reação do governo

As sondagens iniciais indicam que os partidos de maioria árabe, Ra’am e Joint List, podem alcançar juntos de 17 a 18 assentos — o melhor desempenho histórico desse grupo. A alta participação desse eleitorado motivou declarações de Netanyahu ao longo do dia para mobilizar sua base conservadora.

Durante a votação, o Likud pediu ao Comitê Eleitoral Central a extensão do horário das urnas. O órgão negou a solicitação e informou que não houve registros de irregularidades que justificassem a medida.

Negociações e entraves

A eventual vantagem da oposição não garante maioria automática. Integrantes do bloco de Eisenkot demonstram resistência a compor formalmente com Ra’am ou Joint List após os ataques de 7 de outubro de 2023. Sem o apoio direto das bancadas árabes, a distância em relação à coalizão governista pode se reduzir.

Como se forma o governo em Israel

No sistema israelense, os eleitores votam em partidos para preencher as 120 cadeiras do Parlamento. Após a apuração, o presidente consulta as legendas para identificar quem tem mais chances de montar uma coalizão majoritária; esse líder é encarregado de formar o gabinete e, se obter apoio suficiente, assume como primeiro-ministro.

Plataformas em disputa

A coalizão de Netanyahu, ancorada no Likud e em siglas de direita e ultraortodoxas como Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party, defende avançar na reforma do Judiciário, ampliar a influência religiosa no Estado e consolidar o controle israelense na Cisjordânia e em Gaza.

O bloco opositor, que reúne partidos como Yashar, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu, propõe criar uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, recompor as relações diplomáticas internacionais de Israel e adotar medidas contra a violência extremista na Cisjordânia.

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