Bloco de Netanyahu lidera parcial em Israel, mas não alcança maioria
Com 57,3% das urnas apuradas, grupo soma 55 de 120 cadeiras; oposição tem 49 e partidos árabes, 16
Por Redação Os Três Poderes ·

Liderado pelo Likud, o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparecia à frente na apuração das eleições para o Knesset nesta quarta-feira (28.out.2026), com 55 dos 120 assentos, segundo resultados parciais. O desfecho pode repercutir na política externa brasileira pela relevância do Oriente Médio.
Com 57,3% das urnas contadas, nenhum dos campos alcançava a maioria de 61 cadeiras. O agrupamento de oposição comandado por Gadi Eisenkot somava 49 lugares, enquanto partidos árabes tinham 16.
Negociações e resistências
Os números indicam que tanto o bloco de Netanyahu quanto o de Eisenkot podem precisar do apoio de legendas árabes para formar governo. Netanyahu havia praticamente descartado essa hipótese, e aliados de Eisenkot também demonstraram resistência a depender desse suporte.
A maior parte dos votos deve ser apurada até o fim do dia, mas a contagem final pode levar alguns dias. Depois da conclusão oficial, partidos iniciam consultas para tentar compor uma coalizão que atinja ao menos 61 deputados.
Como se forma governo em Israel
Em Israel, o voto é em partidos, que distribuem proporcionalmente os 120 assentos do Parlamento. Após o resultado, o presidente consulta as legendas para indicar o líder com mais chances de montar uma maioria. Uma vez aprovada a coalizão e sua plataforma pelo Knesset, esse líder assume como primeiro-ministro.
Propostas levadas às urnas
Segundo as plataformas apresentadas, a coalizão de Netanyahu reúne siglas de direita e ultraortodoxas e defende, entre outros pontos, avançar na reforma judicial, ampliar a influência religiosa no Estado e consolidar o controle israelense na Cisjordânia e em Gaza. Já o bloco de Eisenkot agrega partidos de origens diversas e propõe criar uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, restaurar relações diplomáticas e adotar medidas contra a violência extremista na Cisjordânia.
Contexto
Pesquisas de boca de urna divulgadas por emissoras de TV israelenses apontavam um cenário indefinido sobre a formação do próximo governo. Esta é a primeira eleição desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza.
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