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BCE mantém juros em 2,50% ao ano e monitora impacto do choque de energia

Autoridade europeia preserva demais taxas, reforça meta de 2% e avalia condições financeiras mais apertadas

Por Redação Os Três Poderes ·

BCE mantém juros em 2,50% ao ano e monitora impacto do choque de energia

O Banco Central Europeu manteve nesta quinta-feira (29.out.2026) a taxa de depósito em 2,50% ao ano. A decisão tende a influenciar as condições financeiras globais e pode afetar o câmbio e o custo de financiamento no Brasil.

No mesmo comunicado, a instituição informou que as taxas de refinanciamento e de empréstimos seguem em 2,65% e 2,90% ao ano, respectivamente.

Motivos e riscos apontados pelo BCE

Segundo o BCE, a manutenção das taxas reflete a estabilidade do núcleo da inflação e a ausência de pressão salarial relevante no momento. A autoridade monetária, porém, destacou riscos associados ao aumento dos preços de energia e afirmou que as condições de financiamento ficaram mais restritivas desde a reunião anterior, o que deve pesar sobre preços e atividade econômica.

“A maior magnitude e duração do choque energético, bem como as suas implicações em termos de efeitos indiretos e de 2ª ordem, deverão impulsionar a inflação e reduzir o crescimento”.

O banco central reiterou o compromisso com a meta de inflação de 2% ao ano e disse que as decisões seguirão sendo tomadas reunião a reunião, de acordo com as perspectivas de inflação e os riscos avaliados.

Contexto recente e liderança

Na reunião de setembro, a autoridade havia elevado os juros. Nesta quinta-feira, Christine Lagarde informou que deixará a presidência do BCE antes do término previsto de seu mandato, em 7 de fevereiro. A entrevista coletiva estava marcada para a manhã do dia, quando ela seria questionada sobre a conjuntura e seus próximos passos.

O que muda para o Brasil

Decisões do BCE costumam influenciar o custo do dinheiro no mercado internacional, os fluxos de capital e expectativas para inflação global e preços de commodities. Esses fatores podem repercutir no câmbio e nas condições de financiamento no Brasil.

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