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Banco do Japão mantém juros em 1,25% e eleva projeções de inflação

Decisão teve um voto contrário; autoridade indica possibilidade de novas altas se os riscos aumentarem

Por Redação Os Três Poderes ·

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O Banco do Japão decidiu, nesta sexta-feira (30.out.2026), em Tóquio, manter a taxa básica em 1,25% ao ano. A política do banco central japonês, somada à valorização internacional da energia, pode mexer com o câmbio e os preços dos combustíveis no Brasil.

Decisão e votos

De acordo com o Banco do Japão, após dois dias de reunião de política monetária, a taxa de empréstimos interbancários de curtíssimo prazo (overnight) foi preservada. A votação não foi unânime: entre os nove diretores, um foi contrário à manutenção.

Projeções e sinalizações

No relatório trimestral de perspectivas, a autoridade elevou as projeções de inflação e deixou claro que poderá promover novas altas no custo do crédito se os riscos de preços ganharem força.

As estimativas ficaram assim: 2,5% para o ano fiscal que termina em março de 2027; 2,6% para o ano fiscal de 2027 (antes era 2,4%); e 2% para o ano fiscal de 2028, que foi mantida.

Fatores de pressão

Conforme o banco, o país lida com iene enfraquecido, avanço generalizado de preços e redução da força de trabalho. O documento afirma que o ambiente inflacionário mundial vem sendo impulsionado pelo aumento do custo do petróleo e do gás, associado à guerra no Irã e a interrupções nas rotas marítimas no estreito de Ormuz. O Japão é especialmente sensível a esses choques por depender de energia importada do Oriente Médio.

Efeitos para o Brasil e o RN

De modo geral, juros e câmbio internacionais afetam os fluxos de capital e a precificação de ativos, com reflexos sobre o real e o custo de financiamento de empresas no país. Combustíveis mais caros lá fora costumam pressionar a inflação doméstica e os gastos com transporte, o que pode atingir consumidores e setores produtivos também no Rio Grande do Norte.

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