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Plenário do Partido Comunista Chinês confirma 33 expulsões e deixa vagas históricas

Decisão no 5º plenário do Comitê Central reduziu presença militar na cúpula e prepara terreno para o congresso de 2027

Por Redação Os Três Poderes ·

Na imagem, Xi Jinping durante a cúpula dos Brics na Índia
Na imagem, Xi Jinping durante a cúpula dos Brics na Índia

O 5º plenário do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC), realizado nesta semana, confirmou 33 expulsões de integrantes do partido, o maior total registrado na era moderna do país, segundo informações divulgadas ao término do encontro.

O que aconteceu no plenário

O encontro também registrou grande ausência entre os membros titulares e suplentes do Comitê Central: apenas 279 deles participaram do plenário, ante 376 que compunham a atual formação eleita em 2022, o que representa cerca de 25,8% da composição original ausente.

Entre os nomes cuja expulsão foi confirmada estão Zhang Youxia, que até então ocupava a segunda posição entre os militares na hierarquia do país, e Ma Xingrui, ex-secretário do partido na região de Xinjiang. Outras ausências não foram explicadas durante a sessão.

Impacto sobre as Forças Armadas e a liderança

As expulsões provocaram uma redução significativa no quadro da Comissão Militar Central, órgão que comanda o Exército de Libertação Popular: de sete membros, o colegiado passou a contar com apenas dois — o presidente do partido e Zhang Shengmin, responsável pelo combate à corrupção nas Forças Armadas.

Zhang Shengmin foi promovido ao Politburo do PCC nesta semana, tornando-se o único representante militar na cúpula partidária após as mudanças.

Governança partidária e contexto

O tema central do plenário foi a governança partidária. Desde que assumiu o poder, em 2012, o presidente Xi Jinping vem priorizando o combate à corrupção dentro do partido; nos últimos anos a campanha intensificou-se e alcançou altos escalões da estrutura partidária e militar.

Analistas citados por especialistas afirmam que o aumento das cadeiras vagas ressalta o foco do plenário na visão de Xi de uma disciplina interna rígida. A amplitude dos expurgos também suscitou questionamentos sobre se as medidas servem para afastar rivais ou punir deslealdade dentro do partido.

"Mais cadeiras vazias ressaltam o foco do plenário na visão de Xi de uma disciplina interna rígida", afirmou Neil Thomas, pesquisador sênior do think tank Asia Society.

Em pronunciamento no início do ano, Xi afirmou que o PCC precisa arrancar "árvores doentes" e descreveu o combate à corrupção como uma "jornada sem fim".

Rumo ao Congresso de 2027

O plenário também teve o objetivo de preparar a composição partidária para o 21º Congresso do Partido, previsto para o segundo semestre de 2027. Espera-se que o evento renove a composição do Comitê Central e do Politburo e oficialize a escolha dos nomes que comporão a direção para os próximos cinco anos.

As mudanças impostas pelo 5º plenário alteram o mapa da liderança e podem influenciar a configuração de poder no partido na preparação para o Congresso.

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