Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

Publicidade

Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Acidente entre trens de alta velocidade na Espanha deixa 69 mortos

Colisão envolvendo trens da Renfe e da Iryo mobilizou operação de socorro e levou governo a decretar luto nacional

Por Redação Os Três Poderes ·

colisão de trens na espanha
colisão de trens na espanha

O número de mortos no acidente entre dois trens de alta velocidade na Espanha subiu para 69, informou o Ministério do Interior espanhol. A colisão ocorreu na quarta-feira e provocou ampla operação de resgate no local.

Operação de socorro e vítimas

Segundo o Ministério do Interior, as buscas e o atendimento mobilizaram mais de 800 militares e policiais, além de mais de 200 veículos, três helicópteros, drones, cães farejadores e um posto de comando móvel. Guindastes trabalharam durante a noite para retirar destroços; restos mortais foram encontrados em um vagão tombado, informou Emiliano García-Page, presidente da Junta de Comunidades de Castela-Mancha.

O Ministério das Relações Exteriores espanhol comunicou que 42 cidadãos estrangeiros de sete países estavam entre os envolvidos no acidente: um estrangeiro morreu, ao menos sete ficaram feridos e, ao todo, 57 pessoas permaneciam hospitalizadas.

Causas apontadas e investigação

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, declarou que uma falha no sistema de comunicação de sinalização levou à interrupção da circulação de vários trens. De acordo com a apuração do ministério, um trem da operadora estatal Renfe recebeu autorização para seguir em velocidade normal apesar de haver um trem da empresa privada Iryo parado à frente; o governo qualificou como "inexplicável" a decisão de permitir o avanço.

Reações políticas e repercussão

O primeiro‑ministro Pedro Sánchez viajou a Toledo e afirmou que as autoridades trabalhavam "dia e noite" para apoiar vítimas e familiares e para esclarecer todos os detalhes da tragédia. O governo decretou três dias de luto nacional e a seleção de autoridades estaduais e locais ficou mobilizada no local.

O acidente também interrompeu a campanha para as eleições legislativas antecipadas, previstas para o fim de novembro, e levou os líderes dos principais partidos a suspenderem eventos eleitorais.

Sindicato e demanda por mais segurança

A tragédia reacendeu o debate sobre segurança ferroviária na Espanha, que tem a maior rede de alta velocidade da Europa. Maquinistas iniciaram uma greve já planejada para pressionar por investimentos no setor. Diego Martín, representante do sindicato de maquinistas, afirmou na estação Atocha, em Madri, que o grupo continuará exigindo medidas para tornar o transporte seguro e que não se pode tolerar a repetição de incidentes desse tipo.

Em resposta às críticas, o ministro Óscar Puente disse que o sistema ferroviário é "confiável e seguro, com os limites do próprio material e da ação humana, como ocorre com qualquer meio de transporte".

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também