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TCU aprova contas do Banco Central de 2025 e dá quitação plena

Segunda Câmara encerra a prestação de contas anual; apuração sobre a liquidação do Banco Master segue em processo separado

Por Redação Os Três Poderes ·

TCU aprova contas do Banco Central de 2025 e dá quitação plena

O Tribunal de Contas da União aprovou nesta terça-feira as contas do Banco Central referentes a 2025 e concedeu quitação plena aos nove responsáveis pela gestão analisada, entre eles o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. A decisão foi tomada pela Segunda Câmara, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.

Segundo o julgamento, as contas foram consideradas regulares e o processo de prestação de contas de 2025 foi encerrado. A análise técnica da Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) já recomendava a aprovação.

A Corte ressaltou que a aprovação não encerra a apuração sobre a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master. Essa investigação segue em processo próprio, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus, sem data definida para julgamento no plenário.

Na semana anterior, o exame das contas havia sido suspenso a pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), por possível impacto do caso Master na avaliação da gestão. Nesta terça-feira, o relator retomou o processo e destacou que a prestação de contas deve ser julgada com base nos elementos específicos do próprio procedimento.

Contexto

A prestação de contas é o procedimento pelo qual o TCU verifica se a gestão de um órgão público observou as normas legais e administrativas, incluindo a legalidade dos atos, a administração dos recursos e o cumprimento de responsabilidades institucionais. A quitação plena significa que, nesse processo específico, o tribunal reconhece como regular a gestão dos responsáveis no período.

A liquidação extrajudicial é um regime aplicado pelo Banco Central para encerrar atividades de instituições financeiras em situações previstas em lei, visando proteger credores e depositantes. No caso do Banco Master, o TCU examina se o BC observou os procedimentos legais e exerceu adequadamente a fiscalização e a supervisão; a liquidação foi decretada em novembro de 2025.

Antecedentes do caso Master

O tema ganhou destaque no início de 2026, quando o ministro Jhonatan de Jesus determinou inspeção para examinar os procedimentos que levaram à liquidação. A autoridade monetária contestou a medida, defendendo autorização colegiada do TCU, e a inspeção foi suspensa para apreciação do plenário.

Em janeiro, após reunião com Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou que um entendimento entre as instituições afastou a necessidade de medida cautelar para suspender a liquidação do Banco Master. A investigação, contudo, permanece em andamento e é independente da prestação de contas aprovada nesta terça-feira.

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