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Petrobras conclui perfuração do Morpho e identifica petróleo em três camadas

Estatal confirma terceiro intervalo com óleo na Foz do Amazonas e inicia abandono do poço; viabilidade comercial ainda será avaliada

Por Redação Os Três Poderes ·

Imagem aérea da plataforma P-66 em operação no campo de Tupi, o maior do Brasil em produção de petróleo
Imagem aérea da plataforma P-66 em operação no campo de Tupi, o maior do Brasil em produção de petróleo

A Petrobras informou nesta quinta-feira (29) que concluiu a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá, e confirmou a presença de petróleo em três intervalos geológicos. A estatal disse ainda que iniciou o abandono do poço, localizado em lâmina d’água de 2.886 metros.

O que foi confirmado

Segundo a companhia, as primeiras ocorrências haviam sido comunicadas em agosto e no início de outubro. Com a perfuração finalizada, a Petrobras identificou um terceiro intervalo com óleo, em uma camada mais profunda do mesmo poço.

A empresa ressalta que o resultado amplia as expectativas sobre a Margem Equatorial, mas não garante produção comercial. Serão necessários estudos para dimensionar as acumulações e avaliar a quantidade de óleo extraível de forma economicamente viável. Não há, por enquanto, estimativa de reservas para o Morpho.

Próximos passos na Foz do Amazonas

Com a coleta de dados geológicos concluída, a Petrobras deixará o Morpho. O cronograma informado ao Ibama prevê a perfuração de outros três poços no bloco FZA-M-59 para delimitar as descobertas e avaliar o potencial de produção: o poço Manga a partir de março de 2027, o PAD Morpho em novembro de 2027 e o Crotalus em julho de 2028.

Contexto e impacto para o RN

A Margem Equatorial é uma faixa marítima de cerca de 2.200 km, do Amapá ao Rio Grande do Norte, que engloba cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. É considerada uma nova fronteira de exploração no país, pelo potencial de descobertas comparáveis às da Guiana e do Suriname.

Para o Rio Grande do Norte, que integra essa faixa e reúne atividades ligadas ao setor de óleo e gás, avanços na Margem Equatorial podem, no futuro, movimentar fornecedores e serviços especializados. Qualquer estimativa de impacto econômico, porém, depende dos estudos de delimitação e de viabilidade que ainda serão realizados pela Petrobras.

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