Estrangeiros elevam exposição ao dólar em US$ 6,84 bi no 1º pregão pós-reeleição de Lula
Levantamento da B3/DataWise aponta recorde de posição em derivativos no dia seguinte ao resultado eleitoral
Por Redação Os Três Poderes ·

Investidores estrangeiros ampliaram em US$ 6,84 bilhões a exposição ao dólar no mercado de derivativos da B3 na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com levantamento da B3/DataWise.
O que mudou
Segundo a B3/DataWise, o volume é considerado recorde para um único dia e indica maior busca por proteção cambial ou expectativa de desvalorização do real no curto prazo. O movimento ocorreu no mesmo pregão em que o câmbio avançou e a Bolsa recuou, em ambiente de cautela pós-eleição.
Contexto
A ampliação de posições em derivativos costuma se intensificar em momentos de transição política, quando agentes recalibram risco e proteção. No pregão imediatamente posterior ao resultado, houve aumento da volatilidade nos ativos locais.
Possíveis efeitos para o RN
Um dólar mais forte tende a pressionar preços de itens importados e insumos industriais, com reflexos no custo de vida. Por outro lado, pode favorecer exportadores do Rio Grande do Norte e setores ligados a commodities cotadas em moeda estrangeira.
O que acompanhar
O mercado monitora a evolução das posições em derivativos nos próximos dias, bem como eventuais atuações do Banco Central e indicadores econômicos que possam alterar expectativas. Movimentos pontuais podem sinalizar volatilidade maior, mas a tendência depende da persistência do ajuste.
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