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CMN amplia em R$ 2 bi o teto de empréstimos para governos locais

Limite global sobe para R$ 30,625 bi; Fazenda diz que medida abre espaço para novas operações até o fim do ano

Por Redação Os Três Poderes ·

CMN amplia em R$ 2 bi o teto de empréstimos para governos locais

Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou em R$ 2 bilhões o limite global de operações de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal, de R$ 28,625 bilhões para R$ 30,625 bilhões até o fim do ano, informou o Ministério da Fazenda.

Distribuição dos novos limites

Do adicional, R$ 1,5 bilhão foi destinado a operações com garantia da União, cujo sublimite passa de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões. Outros R$ 500 milhões foram alocados para operações sem garantia federal, que sobem de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões. Somados, esses sublimites chegam a R$ 17 bilhões.

Segundo a pasta, a medida amplia a capacidade de entes subnacionais financiarem projetos e outras despesas autorizadas, desde que cumpram os requisitos legais e fiscais para contratar os empréstimos.

Base da decisão e demais limites

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o levantamento com entes que participam de programas de acompanhamento e ajuste fiscal identificou cerca de R$ 7,87 bilhões de espaço fiscal sem perspectiva de uso até o fim de 2026. Desse total, R$ 5 bilhões já haviam sido liberados por resoluções anteriores (R$ 3 bilhões em agosto e R$ 2 bilhões em setembro). A nova resolução direciona mais R$ 2 bilhões desse montante para ampliar os limites de crédito dos governos locais.

Os demais limites definidos pelo CMN permanecem inalterados: Novo PAC com garantia da União (R$ 2,8 bilhões); Novo PAC sem garantia (R$ 2,2 bilhões); Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (R$ 8 bilhões); e órgãos e entidades da União (R$ 625 milhões).

Como funciona e impacto para o RN

Os limites do CMN definem quanto estados e municípios podem contratar em crédito, dentro das regras fiscais aplicáveis. Há duas modalidades principais: com garantia da União (quando o governo federal garante ao credor o pagamento caso o ente não honre a dívida) e sem garantia da União (quando o próprio ente assume integralmente o risco). A ampliação autoriza mais operações, mas não representa repasse automático de recursos: cada contratação exige cumprimento das condições legais, fiscais e financeiras.

Para o Rio Grande do Norte e suas prefeituras, a mudança abre margem adicional para buscar financiamentos em 2026, desde que atendidos os critérios exigidos para cada modalidade. A resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Quem compõe o CMN

O CMN estabelece diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial do país. É presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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