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Tarcísio diz que aconselhou Flávio Bolsonaro a não deixar o Brasil

Governador relata que sugeriu recorrer à Justiça Eleitoral e afirma não julgar a decisão do aliado

Por Redação Os Três Poderes ·

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (à esq.), durante campanha eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (à dir.) em São Paulo, em 21 de outubro
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (à esq.), durante campanha eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (à dir.) em São Paulo, em 21 de outubro

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na quarta-feira (28 de outubro de 2026) que aconselhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no Brasil após a derrota na eleição presidencial e a recorrer às ações previstas na Justiça Eleitoral.

O que disse Tarcísio

Segundo o governador, a orientação foi dada por ele, por advogados e por aliados que estavam com o senador naquele momento.

“O conselho que nós demos a ele –os advogados, eu, o [Rogério] Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas– foi que ficasse [no Brasil]”

Tarcísio também criticou o pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro feito logo após a proclamação do resultado do pleito.

“Veja, foram lá pedir o passaporte dele. Ora, o que tem de concreto hoje contra ele? Pode ser que amanhã apareça um monte de coisa, mas a gente não sabe. Hoje não tem nada. E se não tem nada, por que pediram o passaporte? Qual o objetivo disso? Houve ali uma intimidação”

Contexto do caso

De acordo com o relato do episódio, Flávio Bolsonaro deixou o país com a mulher e as duas filhas adolescentes por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e viajou para os Estados Unidos. A Polícia Federal expediu pedido de apreensão do passaporte do senador sete minutos após a proclamação do resultado pela Justiça Eleitoral; o ministro Alexandre de Moraes avalizou a solicitação e proibiu a saída do país.

O governador de São Paulo disse não ter conhecimento prévio de um plano de fuga do aliado. Ele afirmou ainda que houve abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu que eventuais questionamentos sejam apresentados na Justiça.

“Você tem uma forma de recorrer à Justiça contra isso, que são as ações de investigação da Justiça Eleitoral. Isso está previsto na legislação, isso acontece rotineiramente. Então, esses foram os conselhos: usa esse remédio jurídico e não fala que vai sair”

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