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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Reta final das eleições tem registros de agressões e ameaças em várias regiões do país

Casos envolveram ataques físicos, atropelamento por viatura, tiro contra carro e condução por corrente; órgãos policiais e instituições pediram apuração

Por Redação Os Três Poderes ·

Ilustração: No primeiro plano, um megafone amassado e abandonado sobre o asfalto iluminado por luzes duras. Ao fundo, um carro de som com vidros estilhaçados, garrafas quebradas e tijolos dispersos pela rua; uma corrente metálica pendurada num poste projeta sombra longa, sugerindo condução e violênc
Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa gerada por IA

Relatos de episódios de violência ligados ao processo eleitoral foram registrados em diferentes estados do país na última etapa da votação, incluindo agressões físicas, ataques com objetos, um caso de condução de pessoa por corrente e ao menos uma morte em decorrência de agressão, segundo informações oficiais e relatos das vítimas.

Principais incidentes e medidas iniciais

Em Montes Claros (MG), a Polícia Federal informou, por meio do diretor Andrei Passos Rodrigues, que instaurou inquérito para apurar a agressão sofrida pela vereadora Iara Pimentel (PT) durante uma carreata. O veículo de som foi atingido por garrafas, tijolos e outros objetos; a vereadora foi ferida no rosto, recebeu atendimento do Samu e teve alta da Santa Casa. Testemunhas também relataram ameaças e danos.

No litoral de São Paulo, a família confirmou que o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, teve morte cerebral após ser agredido em Santos. A Polícia Civil investiga o caso, que, apesar das circunstâncias, está sendo apurado inicialmente como latrocínio, e busca identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica dos fatos.

Em Porto Velho (RO), um carro com pessoas que comemoravam o resultado eleitoral foi alvo de disparos no Centro; outro veículo da mesma família teve os vidros quebrados. As vítimas são filhas do vereador Everaldo Fogaça (PSD), e uma das ocupantes relatou ouvir os tiros e ver crianças no interior dos veículos no momento do ataque.

Em Florianópolis, imagens registraram uma viatura da Polícia Militar Rodoviária atingindo um motociclista durante comemorações; o homem, de 24 anos, foi hospitalizado, passou por cirurgia e evolui em recuperação. Em Campo Grande (MS) e Santarém (PA) também houve relatos e registros em vídeo de agressões a apoiadores de candidatos rivais, com cenas de perseguição e destruição de símbolos partidários.

Casos envolvendo menor e episódios de intolerância

No Sul de Minas, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram agressões contra uma mulher de 55 anos e uma adolescente de 15 anos durante um ato político; a Polícia Militar registrou relatos de tapas e puxões de cabelo. No Rio de Janeiro, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) apura imagens de um homem negro sendo conduzido por uma corrente durante manifestação na Barra da Tijuca. O Ministério da Igualdade Racial requisitou abertura de apuração ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) analisa as imagens para possíveis providências eleitorais.

Investigações e responsabilidade das autoridades

As polícias Civil e Militar aparecem como responsáveis por registrar ocorrências e, em alguns casos, esclarecer se há inquéritos em andamento. Em Santos, a Polícia Civil comunicou busca pelos suspeitos; em Montes Claros a investigação foi determinada pela Polícia Federal. Em outras cidades, relatos chegaram à imprensa antes de confirmação formal de investigação pelas forças de segurança locais.

Especialistas e instituições apontam que episódios dessa natureza costumam ser investigados sob diferentes qualificações penais conforme as provas reunidas — como lesão corporal, ameaça, racismo, formação de quadrilha ou homicídio — e que ações podem envolver também órgãos eleitorais quando há indícios de crime eleitoral.

Com a circulação de vídeos e mensagens em redes sociais, autoridades policiais e órgãos públicos têm informado diligências e análises das imagens. A multiplicidade de casos pelo país levou entidades a cobrar apurações céleres para responsabilizar autores e preservar a segurança de participantes de atos públicos.

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