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PF solicita 60 dias extras para avançar no inquérito do Banco Master

Relatório parcial enviado ao STF indiciou 15 pessoas e aponta necessidade de concluir perícias e diligências

Por Redação Os Três Poderes ·

Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

A Polícia Federal pediu na quarta-feira (28.out.2026) ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação por mais 60 dias do Inquérito 5.026, que apura suspeitas de fraude financeira relacionadas à tentativa de venda do Banco Master ao BRB. No relatório parcial apresentado ao STF, a PF formalizou o indiciamento de 15 pessoas, entre elas Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

O que diz a PF

De acordo com o relatório, a prorrogação é considerada “imprescindível” para concluir exames periciais e diligências complementares ligadas a hipóteses criminais ainda em apuração. A corporação cita grande volume documental, rede extensa de agentes e operações financeiras complexas que exigem análise técnica especializada e integração de diferentes fontes de prova.

A PF afirma que o documento parcial trata das linhas investigativas que já teriam suporte probatório consolidado, o que embasou os 15 indiciamentos. A extensão do prazo serviria para aprofundar a verificação de “hipóteses remanescentes”.

Indiciados e foco da apuração

Segundo a PF, há indícios de um esquema envolvendo operações com carteiras de crédito de origem questionada, elaboração posterior de documentos e possível ocultação de titularidade e movimentação de valores. A apuração menciona a participação de integrantes das áreas executivas, financeiras, jurídicas e operacionais dos bancos e de empresas ligadas aos negócios.

Entre os indiciados está Daniel Vorcaro, por suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes relacionados à organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF ressalta que o indiciamento não configura condenação e que as imputações dependem da análise das autoridades competentes.

O que diz a defesa

A defesa de Daniel Vorcaro criticou o indiciamento, classificando-o como “açodado e afoito”. Os advogados alegam que perícias seguem em andamento, parte do material apreendido ainda não foi analisada e há depoimentos pendentes. Também contestam a existência de comprovação técnica de fraude ou prejuízo ao BRB e dizem que a análise dos fluxos financeiros está pendente, o que, segundo a defesa, fragilizaria a imputação de lavagem de dinheiro.

Indiciamento é o ato pelo qual a autoridade policial atribui a alguém, com base em elementos colhidos na investigação, a provável autoria de infração penal. Não equivale a denúncia do Ministério Público nem a condenação judicial.

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