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Ministro quer manter Portos e Aeroportos separado no próximo mandato

Tomé Franca diz que divisão foi bem-sucedida e cita carteira acima de R$ 150 bilhões

Por Redação Os Três Poderes ·

Ministro quer manter Portos e Aeroportos separado no próximo mandato

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, defendeu nesta terça-feira (27) em Brasília a manutenção da pasta como estrutura própria no 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita após participação em evento do setor de portos privados.

Segundo o ministro, a separação da área em relação ao Ministério dos Transportes, adotada no atual governo, mostrou resultados positivos.

“A divisão foi uma ‘experiência bem-sucedida’ e entendo que esse deve ser o caminho para o próximo governo”,
declarou.

Tomé afirmou que o ministério “ganhou tamanho importante” no período recente e hoje administra uma carteira de mais de R$ 150 bilhões em investimentos estimados para os próximos quatro anos. Ele disse que a especialização permite tratar portos, aeroportos e hidrovias com prioridade e equipes técnicas dedicadas.

“O Ministério de Portos e Aeroportos ganhou um tamanho e uma importância para as políticas de infraestrutura que merecem ser preservados.”

O ministro ressaltou que a manutenção da estrutura não implica falta de integração com os Transportes. De acordo com ele, as pastas atuam de forma coordenada e elaboraram conjuntamente o PNL 2050, lançado em agosto, que projeta R$ 1,2 trilhão em investimentos.

“A gente tem um link muito próximo, já existe esse link. Construímos o PNL de forma conjunta, estamos no mesmo prédio, então esse diálogo é fundamental”,
disse.

Contexto

Tomé Franca afirmou que o governo ainda não iniciou as discussões sobre a configuração ministerial para o próximo mandato. Ele está à frente da pasta desde março, após a saída de Silvio Costa Filho, que deixou o governo para disputar as eleições. O ministro não é filiado a partido e já ocupou cargos em gestões do PSB em Pernambuco. Questionado sobre permanecer no cargo, disse que a decisão cabe ao presidente.

A separação de Portos e Aeroportos do antigo Ministério da Infraestrutura foi uma mudança do atual governo. A definição de políticas para portos e aeroportos tem reflexos diretos em estados como o Rio Grande do Norte, dada a importância da logística para exportações e para o turismo.

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