Minas Gerais no centro do 2º turno: Lula tenta virar, Flávio busca ampliar
Segundo especialistas, MG reflete o resultado nacional desde 1989 e concentra agendas e atos de campanha
Por Redação Os Três Poderes ·

Minas Gerais entrou no foco das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) nesta semana do 2º turno. O estado, apontado como decisivo por refletir o resultado nacional desde 1989, concentra agendas e mobilizações dos dois candidatos.
Por que Minas pesa
MG é o segundo maior colégio eleitoral do país e é visto por analistas como um microcosmo do voto nacional e um “estado pêndulo”. O professor Camilo Aggio, da UFMG, avaliou que o peso do estado combina o volume de eleitores com a diversidade do eleitorado, o que leva as campanhas a priorizá-lo.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, Flávio prevaleceu em nove das dez maiores cidades mineiras, enquanto Lula foi mais votado em um número maior de municípios. Para ele, cada campanha tende a ampliar suas forças onde já é competitiva e reduzir desvantagens nas áreas em que ficou atrás.
Cenário do 1º turno
Nas urnas em Minas, Flávio Bolsonaro teve 48,24% dos votos e Lula, 43,33%. Em 2022, Lula venceu no estado com 48,29%. A abstenção mineira alcançou cerca de 22% (3.735.098 eleitores), próxima ao índice nacional recorde deste pleito, segundo a Justiça Eleitoral.
Movimentação das campanhas
Lula esteve em Juiz de Fora, uma das maiores cidades onde liderou no 1º turno, e visitou também o Vale do Aço, incluindo Ipatinga, onde ficou atrás. Em Minas, ele conta com o apoio de lideranças eleitas no estado.
Flávio Bolsonaro fez ato em Capelinha e tem o reforço de aliados locais. Entre eles, nomes com grande alcance nas redes sociais e parlamentares eleitos no estado.
Aliados e mobilizações
Especialistas ponderam que o apoio de políticos eleitos amplia a capilaridade das campanhas e mobiliza bases, mas não garante transferência automática de votos; o efeito depende da identificação do eleitor e da capacidade de converter apoio em comparecimento.
Desde o início do 2º turno, foram registrados atos e manifestações de apoiadores nas ruas em diversas cidades mineiras, incluindo a capital. A avaliação de analistas é que esses eventos energizam as bases e alimentam a comunicação digital, com potencial de estimular a participação no dia da votação.
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