Meta recusa criar canal direto para denúncias de ataques a jornalistas
Governo federal pediu um fluxo específico nas plataformas; empresa manterá os mecanismos atuais
Por Redação Os Três Poderes ·

A Meta recusou um pedido do governo federal para criar um canal direto de denúncias voltado a jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação no Brasil. O mecanismo solicitado reuniria relatos de ameaças, assédio, ataques digitais, bloqueios e suspensão de contas nas plataformas da empresa.
Com a negativa, continuam em vigor os procedimentos e canais já disponíveis para reportar conteúdos e perfis nas redes administradas pela companhia.
Contexto
A proposta buscava estabelecer um fluxo específico para casos envolvendo profissionais e organizações jornalísticas, a fim de agilizar respostas e concentrar o tratamento de ocorrências que podem afetar a atividade de imprensa no meio digital. Debates sobre esse tipo de medida costumam opor a demanda por atenção dedicada à proteção de jornalistas e a preferência das plataformas por modelos padronizados de moderação.
Impacto
A decisão mantém o atual funcionamento das ferramentas de denúncia do Instagram, Facebook e WhatsApp, entre outros serviços da empresa. Profissionais e veículos seguem recorrendo aos mecanismos existentes e a instrumentos legais e institucionais para lidar com casos de assédio, ameaças e interrupção de contas.
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