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Bancos do programa Desenrola 2.0 terão de aplicar R$ 16 milhões em educação financeira

Montante será contrapartida pelo uso de garantias do Fundo de Garantia de Operações; detalhes do gasto ainda são discutidos com o Ministério da Fazenda

Por Redação Os Três Poderes ·

Bancos do programa Desenrola 2.0 terão de aplicar R$ 16 milhões em educação financeira

Os bancos que integraram o programa Desenrola 2.0 deverão destinar R$ 16 milhões a ações de educação financeira como contrapartida pela utilização de garantias oferecidas pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO). A definição de como esses recursos serão aplicados ainda está em discussão com o Ministério da Fazenda, segundo informações sobre o encerramento do programa.

O que é a contrapartida e por que importa

A exigência de contrapartida é uma prática usada para vincular benefícios públicos ou garantias a ações de interesse público. No caso em questão, o montante de R$ 16 milhões foi estabelecido para financiar iniciativas voltadas à alfabetização financeira — ações que podem incluir campanhas educativas, capacitação de consumidores e projetos de orientação sobre crédito e orçamento.

Fundo de Garantia de Operações (FGO)

O FGO é um mecanismo que oferece garantias para operações financeiras, reduzindo riscos para instituições que concedem crédito. O uso dessas garantias, vinculado ao programa Desenrola 2.0, motivou a imposição da contrapartida dos R$ 16 milhões como forma de assegurar retorno social da operação.

Discussão com o Ministério da Fazenda

Quase dois meses após o encerramento do Desenrola 2.0, a forma de aplicação dos recursos ainda está sendo negociada com o Ministério da Fazenda. A definição precisa dos beneficiários, cronograma e mecanismos de execução depende desse alinhamento entre os bancos e o órgão federal.

Especialistas e representantes do setor financeiro costumam acompanhar esse tipo de negociação para garantir que os recursos sejam destinados a programas com alcance e efetividade comprovados, mas decisões finais sobre execução e fiscalização cabem ao Ministério da Fazenda e às instituições envolvidas.

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