Aliados dizem que Tarcísio 'zerou o jogo' ao apoiar Flávio Bolsonaro e mira futuro político
Grupo ligado ao governador de SP avalia que ele cumpriu obrigação com Jair Bolsonaro e pode projetar candidatura própria em 2028
Por Redação Os Três Poderes ·

Aliados e apoiadores de Tarcísio de Freitas avaliam que o governador reeleito de São Paulo "zerou o jogo" ao dedicar-se à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e que, a partir desse ponto, passa a abrir-se uma nova etapa para sua trajetória política rumo a 2028 e 2030.
O que significa "zerar o jogo"
Segundo integrantes do entorno de Tarcísio, a expressão — emprestada do universo dos videogames, apreciado pelo próprio governador — indica que o compromisso foi cumprido e os esforços máximos empregados na campanha chegaram ao fim. Essas fontes dizem que Tarcísio se envolveu de forma intensa nas ações de apoio a Flávio, participando de eventos, gravando inserções para o horário eleitoral e auxiliando na preparação para debates televisivos.
A avaliação sobre o resultado e os desdobramentos
Aliados reconhecem que o resultado final da disputa presidencial não foi o esperado pela campanha em São Paulo, mas afirmam que o desempenho não é visto como um fracasso absoluto diante da virada do adversário em âmbito nacional. Conforme essas fontes, o governador teria honrado uma "dívida de gratidão" com Jair Bolsonaro, que o projetou politicamente, e por isso considera-se liberado para definir seus próximos passos.
Entre as possíveis consequências apontadas pelo grupo está a manutenção de laços com a família Bolsonaro — sem rupturas públicas — ao mesmo tempo em que Tarcísio buscaria preservar espaço para projetar uma candidatura própria no futuro, atendendo a interesses de aliados políticos e do setor empresarial que já o procuraram.
Partidos e cenários internos
Fontes do entorno do governador relatam que, com a derrota do candidato apoiado, esfriaram negociações para transferência de Tarcísio ao PL, legenda da família Bolsonaro. O grupo político que o cerca pretende conservar no estado a ampla aliança de centro-direita construída para sua reeleição, com o objetivo de manter isolado o campo do Partido dos Trabalhadores em disputas locais.
Também no entorno do governador, aliados apontam Michelle Bolsonaro como potencial adversária dentro do campo oposicionista: eleita senadora pelo Distrito Federal, ela é lembrada tanto como opção de vice em uma eventual chapa liderada por Tarcísio quanto como postulante própria ao Planalto.
Contexto e impacto
Especialistas políticos e observadores costumam ver movimentos de alianças e trocas partidárias como passos naturais na construção de candidaturas presidenciais. No caso apontado pelos aliados de Tarcísio, a preservação de relações com a família Bolsonaro aliada à busca por autonomia estratégica pode influenciar a configuração das forças de centro-direita nos próximos anos e repercutir na articulação de alianças para as eleições estaduais e nacionais.
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