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Urna com tecla 3 colada em Parnamirim leva MP a solicitar inquérito

Equipamento foi trocado e lacrado para perícia; caso ocorreu na seção 582 da 50ª Zona Eleitoral, em Emaús

Por Redação Os Três Poderes ·

Entrada da seção eleitoral 582 na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, com cabine de votação ao fundo
Entrada da seção eleitoral 582 na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, com cabine de votação ao fundo

O Ministério Público Eleitoral solicitou a instauração de inquérito para apurar a colagem da tecla 3 em uma urna eletrônica utilizada em Parnamirim durante o segundo turno. A informação foi apresentada pelo corregedor regional eleitoral, desembargador João Rebouças, na sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) desta terça-feira (27).

O registro ocorreu por volta das 11h de domingo (25) na seção 582 da 50ª Zona Eleitoral, instalada na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, no bairro Emaús. A irregularidade foi notada após um eleitor relatar dificuldade para usar a tecla. Segundo a Corregedoria, mais de 130 pessoas já haviam votado quando o problema foi percebido.

A urna foi substituída por um equipamento de contingência, garantindo a continuidade da votação. A Polícia Federal lacrou o material retirado para realização de perícia. Até o momento, ninguém foi preso e o responsável pelo dano não foi identificado. Rebouças explicou que o caso não chegou a entrar no sistema de ocorrências da Justiça Eleitoral porque o autor não havia sido identificado.

O que será apurado

De acordo com o pedido do Ministério Público Eleitoral, a investigação deve esclarecer em que circunstâncias a tecla foi colada e identificar quem praticou o ato. Na sessão do TRE-RN, não foram apresentados resultados de perícia nem informações sobre suspeitos. O episódio foi citado separadamente do balanço das demais ocorrências no Estado.

Balanço das ocorrências no RN

Segundo dados apresentados pela Corregedoria, o sistema Ocorre-JE registrou 11 ocorrências no segundo turno no Rio Grande do Norte: quatro com prisão e sete sem prisão. Nenhuma envolveu candidatos. Do total, quatro foram por boca de urna e quatro por porte de celular em desacordo com as regras de votação. Também houve um registro de propaganda, um de desobediência eleitoral e um de promoção de desordem nos trabalhos.

A Corregedoria informou que permaneceu de prontidão durante todo o domingo, orientando as zonas eleitorais e acompanhando os desdobramentos, inclusive em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal que prorrogou o horário de votação.

“assegurar que a vontade do eleitor, livremente expressa nas urnas, seja respeitada”.

Foi com esse objetivo que, segundo o corregedor João Rebouças, atuaram as equipes da Justiça Eleitoral ao longo do pleito.

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