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MP Eleitoral no RN apura 133 denúncias nas eleições; 30 autos em andamento

PRE/RN diz que trabalho segue após o segundo turno, em 25 de outubro, e foca de propaganda irregular à compra de votos

Redação Os Três Poderes, com informações de Blog do Barreto

MP Eleitoral no RN apura 133 denúncias nas eleições; 30 autos em andamento
Foto: Reprodução

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) informou que recebeu 133 notícias de fato relacionadas às Eleições 2026 até 13 de outubro — 86 no primeiro turno e outras 47 após a votação inicial. Segundo o órgão, as apurações prosseguem e não se encerram com o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

De acordo com a PRE/RN, as denúncias são examinadas por procuradores e promotores eleitorais, que definem as medidas cabíveis. O registro de uma notícia de fato não comprova, por si só, a irregularidade: parte dos procedimentos é arquivada por falta de provas ou inexistência de infração, e outros podem se transformar em ações na Justiça Eleitoral.

A Procuradoria afirma acompanhar 30 autos judiciais relacionados ao pleito, dos quais 19 são representações — em geral decorrentes de denúncias envolvendo candidatos, partidos ou coligações.

O órgão ressaltou que atua também de forma preventiva, com recomendações a candidatos, partidos, agentes públicos e à sociedade sobre condutas permitidas e proibidas durante a campanha. O procurador regional eleitoral, Fernando Rocha, disse que a missão é assegurar que cada eleitor vote com liberdade e que a participação da sociedade por meio de denúncias é fundamental.

Para coibir práticas ilícitas, o MP Eleitoral atua em conjunto com a Justiça Eleitoral e com as forças de segurança — polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal — realizando diligências, rondas e coleta de informações e provas quando necessário.

Focos de atuação

  • Propaganda irregular e poluição visual (horários e locais proibidos; peças em tamanho vedado; pinturas em muros).
  • Derrame de “santinhos” na véspera ou no dia da votação.
  • Perturbação do sossego com carros de som e amplificadores fora dos horários ou próximos a locais sensíveis.
  • Irregularidades na internet, como impulsionamento pago de conteúdo negativo, uso indevido de inteligência artificial e disseminação de desinformação.
  • Abuso do poder político e uso da máquina pública, incluindo convocação de servidores em expediente para atos de campanha e atrelamento de serviços a apoio eleitoral.
  • Aparelhamento, com criação excessiva de cargos comissionados com fins eleitorais.
  • Assédio eleitoral, coação e compra de votos; violência política de gênero; perseguição e intimidação de mesários.
  • Fraudes em cotas de candidaturas, desvio de verbas de campanha, omissão de despesas e não declaração de bens.
  • Divulgação de pesquisas com amostragem irregular, sem registro adequado ou sem possibilidade de fiscalização dos dados.

Canais de denúncia

Conforme a PRE/RN, possíveis irregularidades podem ser comunicadas ao Ministério Público Eleitoral pelo MPF Serviços ou pelas Salas de Atendimento ao Cidadão.

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