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Estudantes da UFRN apresentam TimBot, robô que resolve labirintos

Protótipo do PET-CC usa sensores a laser e algoritmo para navegar sem comandos

Por Redação Os Três Poderes ·

Robô TimBot da UFRN em um labirinto de madeira
Robô TimBot da UFRN em um labirinto de madeira

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apresentaram o TimBot, um robô inspirado no timbu que percorre labirintos de forma autônoma, segundo o Programa de Educação Tutorial de Ciência da Computação (PET-CC). O protótipo integra iniciativas do Proto-PET, voltadas a sistemas embarcados e à divulgação de conhecimentos em computação.

Como o protótipo opera

De acordo com os responsáveis pelo projeto, o TimBot utiliza um microcontrolador ESP32-S3 para processar dados e acionar os motores. Três sensores a laser posicionados na parte frontal, em ângulos de 45 graus entre si, medem distâncias para identificar obstáculos e passagens. Com essas informações, o sistema decide avançar, curvar, evitar colisões ou retornar quando encontra um beco sem saída.

O algoritmo que orienta a navegação foi inspirado na busca em profundidade, técnica que explora rotas de forma organizada e permite retomar caminhos quando necessário. A equipe relata que calibração de sensores, alimentação elétrica, dimensões do chassi e melhorias no código foram etapas essenciais para otimizar o desempenho.

Origem e objetivos

Segundo o PET-CC, a ideia surgiu após o interesse do público em demonstrações interativas durante a Mostra de Profissões da UFRN. A proposta foi criar um equipamento que evidenciasse, na prática, conteúdos de programação, eletrônica e robótica. O nome TimBot combina a referência ao timbu, mascote do programa, com “bot”, abreviação de robô, e dialoga com desafios do tipo Micro-Mouse, em que pequenos robôs exploram labirintos sem orientação humana.

Equipe e compartilhamento

O desenvolvimento foi conduzido pelos estudantes Thiago Freire Cavalcante e Renê Garmatter Neto de Araujo, integrantes do PET-CC/UFRN, e por Mariana Jamile dos Santos Ferreira, aluna do Bacharelado em Tecnologia da Informação da universidade. A equipe disponibilizou o código-fonte do robô e o modelo tridimensional do chassi para que interessados possam reproduzir ou adaptar o projeto.

Formação e relevância local

O projeto soma experiência prática à formação acadêmica, ao articular software, hardware e sensores, e contribui para a difusão da robótica no estado, conforme o PET-CC. A iniciativa reforça a presença de projetos de tecnologia desenvolvidos na UFRN com potencial de engajar novos estudantes em computação e áreas afins.

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