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Cadu começa transição com controladora no comando e convites a entidades do setor produtivo

Governador eleito diz ter 'seu DNA', mantém discurso técnico e monta comissão cuja composição será decisiva para definir continuidade ou ajuste fiscal

Por Redação Os Três Poderes ·

Cadu começa transição com controladora no comando e convites a entidades do setor produtivo

Em démarches iniciadas nos primeiros dias após a eleição, o governador eleito Cadu Xavier (PT) deu sinais sobre o perfil da gestão que pretende instalar: declara lealdade à antecessora, mas afirma ter "seu DNA", aposta em diagnóstico técnico e delegou à controladoria-geral a coordenação da transição, enquanto entidades como federações do setor produtivo e universidades foram chamadas a indicar integrantes da comissão.

O que já foi anunciado

Cadu afirmou em entrevista de rádio que buscará desenvolvimento, geração de emprego e serviços públicos, condicionando avanços ao equilíbrio das contas. Na fala, ele afirmou que não abrirá mão de um órgão ambiental autônomo e defendeu agilidade no licenciamento para empresários. Segundo o governador eleito, a base na Assembleia será maior do que a atual e já houve tentativas de contato com parlamentares de outros espectros.

Como coordenadora da transição, Cadu escolheu Luciana Daltro, controladora-geral do Estado e responsável pelo plano de governo apresentado na campanha. Daltro, advogada e mestre em direito constitucional, já vinha ocupando o cargo desde janeiro de 2023 e defendeu anteriormente a criação de programas de integridade e sistemas de compliance. Em declarações iniciais da comissão, ela destacou a necessidade de organizar todos os dados do Estado para embasar decisões.

Desenho da equipe e comparação com 2018

O desenho anunciado remete, em parte, à transição de 2018, quando uma lista técnica coordenada pela governadora eleita teve participação de professores, economistas e representantes de setores públicos e privados. Em 2018, vários nomes da comissão acabaram ocupando secretarias no início do governo subsequente. Agora, a diferença apontada por Cadu é a centralidade do diagnóstico conduzido pela controladoria, e a participação formal de entidades que assinarão indicações — entre elas, a federação da indústria, a federação do comércio, a academia e a federação de municípios.

Segundo o que foi informado, o decreto com os sete nomes iniciais da comissão sairia em seguida; a composição desses sete indicará se a influência externa (entidades e academia) terá peso equivalente ao núcleo da campanha e dos partidos. Também foi afirmado que parte do diagnóstico ficará a cargo das secretarias do governo atual, incluindo Fazenda e Planejamento, além do próprio órgão de controle.

O que falta confirmar e os próximos passos

A informação sobre nomes e sobre como o diagnóstico fiscal será divulgado ainda não foi confirmada oficialmente pelo futuro governo. Três fatos serão determinantes para avaliar continuidade ou mudança de rumo: a origem dos indicados na comissão (entidades/academia versus núcleo político), se a comissão se transformará em secretariado com nomeações para pastas e a divulgação pública dos números do diagnóstico fiscal, que darão concretude ao anúncio do ajuste.

Se confirmado, o modelo anunciado indica uma transição pautada por análises técnicas e pela busca de aval de setores externos para medidas de ajuste, ao mesmo tempo em que preserva forte presença de quadros que participaram da atual gestão no processo de diagnóstico.

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