Baleia-piloto de 3,8 m morre após encalhar no litoral do RN
Vista em Pirangi do Sul, animal voltou a encalhar em Pirambúzios e não resistiu; CEMAM prestou atendimento e fará necropsia
Por Redação Os Três Poderes ·

Uma baleia-piloto com 3,8 metros de comprimento morreu por volta das 4h30 desta terça-feira (27) depois de encalhar em Pirambúzios, no litoral do Rio Grande do Norte. Conforme o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM), o primeiro avistamento ocorreu na manhã de segunda-feira (26), em Pirangi do Sul, e o animal recebeu assistência veterinária ao longo da noite.
Atendimento e monitoramento
De acordo com o CEMAM, a equipe encontrou o animal a cerca de 60 metros da faixa de areia e acompanhou seu comportamento com apoio de drone. Foram observados sinais de letargia, intervalos respiratórios próximos de um minuto e ferimentos na região da cabeça e ao lado da nadadeira dorsal, que podem ter sido causados por contato com rochas.
Com o auxílio de um pescador que estava no local, os profissionais se aproximaram em uma embarcação para a avaliação inicial. Após novas comunicações de encalhe em Pirambúzios, o atendimento veterinário foi realizado na praia, com procedimentos e aplicação de medicamentos, e o monitoramento prosseguiu durante a noite.
Necropsia e orientações ao público
O CEMAM informou que fará a necropsia para apurar o que levou ao encalhe e ao óbito. As conclusões dependerão da análise técnica e do que for constatado durante o exame.
O centro orienta que a população não toque em baleias, golfinhos, peixes-bois, tartarugas ou aves marinhas encalhados — vivos ou mortos — nem tente colocá-los de volta no mar. A recomendação é manter distância e comunicar a ocorrência ao CEMAM pelo telefone (84) 9943-0058 para receber instruções.
Sobre a espécie
A baleia-piloto-de-peitorais-curtas (Globicephala macrorhynchus) é da família Delphinidae, a mesma dos golfinhos. Possui cabeça arredondada, corpo robusto e ocorre preferencialmente em mar aberto, em águas profundas de áreas tropicais e subtropicais, alimentando-se principalmente de lulas.
Segundo o CEMAM, a presença de um indivíduo isolado não permite, por si só, concluir o motivo da separação do grupo ou do encalhe.
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