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Assédio eleitoral recua 71% no RN em 2026, aponta MPT-RN

Órgão registra 20 casos até 14 de outubro; em 2022 foram 73. Queda é atribuída a ações preventivas e parcerias institucionais

Por Redação Os Três Poderes ·

Assédio eleitoral recua 71% no RN em 2026, aponta MPT-RN

O Rio Grande do Norte registrou redução de 71% nas denúncias de assédio eleitoral em 2026, em comparação com 2022, conforme dados do Ministério Público do Trabalho no estado. Até 14 de outubro, o MPT-RN computou 20 registros, enquanto no último pleito geral foram 73.

Comparativo e atuação

Segundo o MPT-RN, nas eleições municipais de 2024 foram recebidas 104 denúncias no estado. No cenário nacional, o MPT apurou 1.320 registros ao longo das eleições deste ano; em 2022 foram 3.373 e, nas municipais de 2024, 4.488.

No dia do primeiro turno, em 4 de outubro, o MPT-RN comunicou ter recebido três denúncias e, a partir delas, expediu Recomendações Oficiais para coibir o assédio eleitoral no trabalho.

O órgão também anunciou a manutenção de plantão presencial no segundo turno, das 8h às 17h, para recebimento de denúncias nas unidades de Natal e Mossoró.

Recomendações e possíveis medidas

Conforme o MPT-RN, as Recomendações vedam práticas como prometer vantagens, fazer ameaças, promover assédio moral, discriminar ou abusar do poder diretivo para influenciar o voto de trabalhadores, bem como o uso político de repartições públicas. O órgão informou ainda a instauração de investigações e o envio de recomendações a secretarias estaduais, municipais e a empresas privadas.

O descumprimento pode resultar em medidas administrativas e judiciais, entre elas o ajuizamento de Ação Civil Pública, além de eventual apuração por improbidade administrativa e representação ao Tribunal Superior Eleitoral.

O que dizem os procuradores

"Como reflexo dessa preparação antecipada e atuação conjunta, houve uma diminuição numérica na incidência desse tipo de assédio e um avanço qualitativo na atuação"

disse o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha.

"A denúncia é o ponto de partida fundamental para que o órgão possa agir com presteza na defesa da liberdade de voto e da dignidade dos trabalhadores"

afirmou a procuradora do Trabalho Christiane Alli Fernandes.

Prevenção e parcerias

O MPT-RN relaciona a queda dos casos a ações educativas e à cooperação com instituições como o Tribunal Superior Eleitoral, o Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho, além de Ministérios Públicos Eleitoral e Estaduais, magistratura, sindicatos e sociedade civil.

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